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Dicas práticas para sobrar um dinheiro no fim do mês e como investir isso

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Fernando Barbosa

Colaboração para o UOL, em São Paulo

14/11/2021 04h00

Como guardar um dinheirinho todo mês e conseguir aplicar bem, não deixando apenas encostado na poupança? Essa é uma dúvida cotidiana de muita gente.

Para ajudar os investidores iniciantes na tarefa de cuidar do próprio dinheiro e atingir os objetivos, o UOL conversou com especialistas em investimentos e educação financeira. Confira o que eles disseram.

Antes de mais nada, é preciso começar a poupar

O primeiro passo para investir e construir patrimônio é poupar. Caso não sobre nada no fim do mês, a recomendação de Rejane Tamoto, planejadora financeira certificada pela Associação Brasileira de Planejamento Financeiro (Planejar), é fazer um raio-x nas finanças para ver o que se pode mudar para conseguir esse objetivo.

Veja alguns passos que devem ser dados:

- Faça anotações detalhadas de seus ganhos e gastos

- Projete o futuro

- Analise como ter renda extra (pode ser vendendo algum produto que você saiba fazer ou conseguindo um segundo trabalho)

- Revise as despesas e torque marcas de consumo, fornecedores e serviços caros por mais baratos

- Estabeleça um objetivo, como a compra de um objeto ou viagem

Poupar é trocar o prazer de gastar agora pela realização de um objetivo no futuro. Isso traz uma motivação maior para economizar.
Rejane Tamoto

Definir onde investir

Só o fato de guardar o dinheiro não é suficiente. Isso porque se o dinheiro que você ganha não for investido da maneira adequada a cada mês, a renda pode perder o poder de compra, ou seja, o valor do dinheiro no futuro não será suficiente para comprar os mesmos itens do presente.

Rejane diz que a escolha do tipo de investimento depende do prazo em que será usado.

Se é no curto prazo, para uma reserva de emergência, que pode ser usada a qualquer momento, ela indica aplicações de renda fixa (como CDB ou Tesouro Direto).

Se o objetivo for de longo prazo, para cinco anos ou mais, pode ser interessante entrar na renda variável, como o mercado de ações ou fundos imobiliários.

Novatos devem começar pela renda fixa

Considerando esses pontos, Dan Kawa, CIO da TAG Investimentos, gestora de administração de patrimônio, indica aos iniciantes começar pela renda fixa.

É que com a tendência de alta da inflação, o Banco Central começou a subir os juros para frear o reajuste nos preços.

"Há muitas coisas interessantes no Tesouro Direto. Existem NTN-Bs com taxas muito atrativas, com IPCA+ 4% ou 5% [rendem a inflação mais uma taxa]. São investimentos que protegem da inflação e estão com taxas reais relativamente altas depois da melhora recente no mercado", disse.

Com o aumento dos juros para 7,75% pelo Banco Central, o investidor consegue encontrar produtos de renda fixa que pagam entre 11% e 12% ao ano, portanto, acima dos 10,67% da inflação.

Em um segundo momento, pode ser interessante aplicar os recursos em renda variável. Neste sentido, o CIO da TAG Investimentos aconselha quem está dando os primeiros passos a começar por fundos de investimentos.

"É mais fácil delegar isso a bons gestores do que tentar escolher bons fundos sozinhos. Isso ajuda a evitar cair em alguma armadilha", afirmou.

O que observar na hora de investir?

Kawa afirma que é preciso estar atento à situação econômica do país. Por isso, observar o cenário de inflação, do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e da situação fiscal é importante, pois eles também ditam as regras dos investimentos.

Mas é preciso ter cuidado. "O mercado sempre olha para a frente. Então, às vezes o mercado faz uma avaliação hoje de algo só vai acontecer daqui a seis meses, e, quando acontece, isso já foi precificado [previsto]", disse.

Daí surge mais uma vez a importância de ter a mentalidade voltada para o longo prazo.

Segundo Wilson Barcellos, CEO da Azimut Brasil Wealth Management, gestora de patrimônio independente, não é preciso ser especialista em economia para fazer boas escolhas de produtos, mas ele também orienta a buscar o auxílio de profissionais.

Barcellos acrescenta que a rentabilidade passada daquele fundo não deve ser o único fator analisado. "Busque entender se as possibilidades de ganhos e perdas estão alinhadas ao seu perfil de risco", disse.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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