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Nova variante de coronavírus derruba Bolsas; o que fazer com suas ações?

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Do UOL, em São Paulo

26/11/2021 15h23Atualizada em 29/11/2021 12h26

As Bolsas de Valores no mundo, inclusive no Brasil, caíram por causa da nova variante de coronavírus encontrada na África do Sul. Na Europa, o índice STOXX 600 registrou seu pior desempenho em 17 meses, desde junho de 2020. Nos Estados Unidos e na Ásia, as Bolsas também fecharam o dia em queda. O cenário não foi diferente no Brasil: o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, caiu 3,39%, encerrado em 102.224,26 pontos — o segundo pior resultado do ano.

O que você deve fazer com suas ações que eventualmente estejam perdendo valor? Vender antes de ter mais prejuízo? Comprar mais, para aproveitar a baixa? Ou não fazer nada? Veja a seguir o que dizem analistas de mercado sobre a situação.

O momento exige calma

Primeiro de tudo não se desespere, diz Marcio Loréga, chefe de Equity Research e Economia do PagBank. "A gente recomenda num primeiro momento cautela. Precisa ser cauteloso em momentos de pânico."

A concepção da analista de mercado da Rico Investimentos, Paula Zogbi, é similar. "Não sabemos o suficiente sobre essa nova variante para entender até que ponto ela vai afetar os mercados e a economia."

Para Paula, é difícil traçar uma resposta definitiva sobre novos patamares de preços do Ibovespa no médio prazo — e como isso pode pode afetar os preços das ações de empresas listadas na Bolsa de Valores.

É hora de comprar ou vender ações?

Segundo o chefe de Equity Research e Economia do PagBank, as decisões sobre compra e venda dependem da estratégia do investidor. "Com qual objetivo você comprou a ação? Foi especulação de curto prazo ou está investindo em longo prazo, esperando uma valorização?".

Quem está de olho no longo prazo pode ficar com a ação, mesmo em queda, porque a Bolsa é cíclica e volta a subir, diz.

Quem esperava lucrar no curto prazo tem de avaliar bem a situação. De qualquer maneira, ele recomenda consultar profissionais para tomar a melhor decisão.

As quedas das ações podem significar oportunidades para comprar no longo prazo. Elas podem se valorizar depois. "Pode comprar agora com objetivo de longo prazo, mas não tudo de uma vez só. Pode ser uns 10% do que pretende dessa ação. E depois vai comprando mais um pouco."

Paula, da Rico Investimentos, tem uma visão semelhante. Para ela, os investidores devem manter a estratégia de investimentos a longo prazo. "Se há convicção dos resultados que [a ação] pode entregar, independente dos fatores macroeconômicos, pode fazer sentido comprar", explica ela.

Loréga afirma, ainda, que devem ser evitados palpiteiros. "Precisa respeitar as estratégias que você montou, e não mudar porque um amigo falou ou leu em qualquer lugar da internet para fazer isso ou aquilo."

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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