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Viver de renda em 2022: fundos imobiliários que dão ao menos 1% ao mês

Pagamento de dividendos é um dos aspectos para levar em conta na hora de escolher um fundo imobiliário - Getty Images
Pagamento de dividendos é um dos aspectos para levar em conta na hora de escolher um fundo imobiliário Imagem: Getty Images
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Fernando Barbosa

Colaboração para o UOL, em São Paulo

20/01/2022 04h00

Os fundos imobiliários (FIIs) são ativos que permitem o recebimento de renda por aluguéis —mas sem as burocracias que envolvem a compra e administração de um imóvel. Para ajudar o investidor a encontrar as melhores oportunidades no mercado, o UOL conversou com especialistas que revelaram os 15 FIIs mais rentáveis para 2022 (que pagam dividendos de ao menos 1% ao mês) e ainda fizeram uma análise do cenário atual.

Investir em fundos imobiliários é seguro?

Caio Ventura, analista da Guide Investimentos, diz que o setor imobiliário pode ser visto como uma opção mais segura porque sempre esteve atrelado à preservação de capital e de renda. Além disso, ressalta que os FIIs "são a única classe de ativos que consegue pagar dividendos mensais para o cotista".

Ventura aponta que o Ifix (índice que reúne os fundos imobiliários mais negociados na Bolsa) possui um terço da volatilidade do Ibovespa. "Ou seja, temos uma veia forte de preservação de capital, e os fundos imobiliários ", afirma.

Segundo Bruno Komura, analista da Ouro Preto Investimentos, com os juros mais altos e a tendência de aumento da Selic, os fundos imobiliários sofreram com a saída de capital. No entanto, há aspectos positivos.

"As quedas geram oportunidades de entrada em ativos de qualidade a preços mais baixos, então, desde que não haja mudança significativa [estrutural ou nos fundamentos], vale a pena comprar os ativos", afirmou.

Ele entende que este ano deve ser de mais sobe e desce e espera que o cenário continue desafiador, mas que haja algum ajuste ao longo do tempo com a expectativa de alívio da inflação.

O que considerar ao aplicar em FIIs

Komura indica fazer a diversificação entre o setor logístico, fundos de fundos, recebíveis imobiliários, lajes corporativas e shoppings. "O investidor pode pesar a mão em algum segmento dependendo do cenário macro, mas todos são indicados para o longo prazo."

Já Luis Nuin, analista da Levante Ideias de Investimento, os fundos imobiliários que investem em CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), também conhecidos como fundos de papel, são os mais indicados para uma estratégia defensiva. "Além disso, foram os fundos que melhor performaram em 2021", diz.

Por outro lado, Rafael Rovai, analista da Inside Research, comenta que escolher um fundo com base apenas no pagamento de dividendos é um erro comum que investidores iniciantes cometem.

"É preciso entender o objetivo do fundo, o histórico da gestão, a qualidade do portfólio e se os rendimentos vêm sendo distribuídos de maneira sustentável", afirma.

Ao considerar todos esses fatores, o investidor pode fazer sua diversificação e estar exposto a diferentes tipos de risco. Uma carteira com a maior participação em fundos de imóveis físicos, como lajes corporativas, galpões logísticos e shoppings, mesmo com yields menores, deve trazer uma resiliência maior para os investimentos, de acordo com Rovai.

Ele diz também que a renda mensal permite com que o investidor reforce o aporte e o faça de maneira mais constante, podendo aproveitar oportunidades que aparecem devido às distorções causadas pela volatilidade nos preços.

Na opinião de Bruna Amalcaburio, analista da Top Gain, os fundos são mais indicados para quem busca uma renda recorrente, e não para a valorização da cota. "Principalmente no cenário de instabilidade e incerteza por conta do ano eleitoral", disse.

Ela entende que, para escolher por determinado fundo, o investidor deve buscar uma opção que pague acima de 8% de dividendo ao ano e tenha histórico de remuneração regular e estável.

Fundos com dividendos de pelo menos 1% ao mês

Caio Ventura (Guide Investimentos)

  1. CPTS11 - Capitania Securities (CRIs)
  2. HGCR11 - Credit Suisse (recebíveis imobiliários)
  3. RBRY11 - RBR Asset Management (crédito imobiliário estruturado)
  4. MCCI11 - Mauá Capital (recebíveis imobiliários)
  5. CVBI11 - VBI Real Estate (CRIs)

Luis Nuin (Levante Ideias)

  1. HCTR11 - Hectare CE (CRIs)
  2. MCCI11 - Mauá Capital (recebíveis imobiliários)
  3. CPTS11 - Capitania Securities (CRIs)
  4. CVBI11 - VBI Real Estate (CRIs)
  5. DEVA11 - Devant Asset (recebíveis imobiliários)

Bruno Komura (Ouro Preto Investimentos)

  1. HGLG11 - CSHG Logística (galpão)
  2. VINO11 - Vinci Offices (escritórios)
  3. KNIP11 - Kinea (CRIs)
  4. IRDM11 - Iridium (recebíveis imobiliários)
  5. RBRR11 - RBR Rendimento High Grade (CRIs)

Bruna Amalcaburio (Top Gain)

  1. TORD11 - Tordesilhas EI (CRIs)
  2. BCRI11 - Banestes (CRIs)
  3. KNIP11- Kinea (CRIs)
  4. RECR11 - Real Estate Capital (CRIs)
  5. CPTS11 - Capitania Securities (CRIs)

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.