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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Comprar imóveis ou investir em fundos imobiliários: o que vale mais a pena?

É possível investir no mercado imobiliário e receber aluguéis, sem precisar comprar um imóvel - Getty Images/iStockphoto
É possível investir no mercado imobiliário e receber aluguéis, sem precisar comprar um imóvel Imagem: Getty Images/iStockphoto
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Luciane Almeida

19/01/2022 04h00

A maioria dos jovens investidores, na faixa dos 30 anos, já deve ter ouvido dos pais ou de algum familiar que comprar um imóvel é o melhor investimento que pode ser feito na vida. Essa é uma forte crença, enraizada no Brasil, que vê a conquista da casa própria como o investimento mais seguro.

Mas será mesmo que comprar um imóvel é a opção mais rentável? Para isso, o PagBank traz uma comparação entre este tipo de investimentos e os fundos imobiliários, mostrando qual opção pode ser mais lucrativa e confiável.

Receber aluguéis sem adquirir um imóvel

A ideia de possuir um bem, valorizar o patrimônio ao longo do tempo e ainda receber um dinheiro extra para complementar a renda —e, assim, garantir um futuro mais tranquilo— é o que brilha os olhos de todo investidor.

No entanto, hoje já é possível investir no mercado imobiliário e ter o benefício de receber aluguéis, sem necessariamente ter de comprar um imóvel. "Como?!". E a resposta é: investindo em fundos imobiliários, também conhecidos como FIIs.

Os FIIs são fundos formados por um grupo de investidores, que são chamados de cotistas, que têm o mesmo objetivo de investir no mercado imobiliário.

Tipos de FIIs

Fundos imobiliários de tijolo: nos FIIs de tijolo, o dinheiro reunido no fundo é usado para comprar imóveis e os aluguéis recebidos são divididos entre os cotistas.

Fundos imobiliários de papel: neste caso o investidor compra títulos e papéis do mercado imobiliário, como as letras de crédito imobiliário (LCI) ou certificados de crédito imobiliários (CRI). Esses fundos geralmente são mais arriscados do que os fundos de tijolos.

Fundos imobiliários híbridos: o fundo não foca em uma única estratégia. Uma parte do dinheiro compra imóveis físicos de vários segmentos, outra parte pode comprar papéis e até mesmo cota de outros fundos imobiliários.

Comprar imóvel ou investir em FIIs?

Embora os fundos imobiliários têm ganhado espaço na carteira dos investidores nos últimos anos, e estão se tornando cada vez mais populares, uma dúvida ainda é muito comum: é mais vantajoso comprar um imóvel ou investir em fundos imobiliários?

Então, veja algumas vantagens dos FIIs comparados à compra de um imóvel físico.

1. Simplicidade para investir

O processo para investir em um FII é simples. Basta acessar o home broker do seu banco ou corretora, escolher o fundo e pronto. Em poucos minutos a ordem de compra é processada e você se torna cotista do fundo imobiliário.

A maioria das corretoras e bancos isenta a taxa de negociação dessas cotas. Assim, você consegue investir sem custo.

Já na compra de um imóvel, você precisa contratar uma imobiliária para preparar a documentação e contrato, ou elaborar por conta própria. É preciso, ainda, reconhecer a transação em cartório, reunir vários documentos das pessoas envolvidas na negociação e documentos do imóvel. Esse trâmite, além de burocrático e demorado, tem os gastos do cartório e a comissão da imobiliária.

2. Acesso com baixo valor

Investir em fundo imobiliário é muito mais barato e acessível do que comprar um imóvel. Isso permite com que o pequeno investidor tenha acesso ao mercado imobiliário também.

Com R$ 100, por exemplo, você já pode investir em cotas de fundos imobiliários e, todo mês, comprar mais cotas, ajustando o valor de investimento conforme seu planejamento e renda.

Já a compra de um imóvel exige valores muito mais altos e sem a flexibilidade de ajuste do investimento.

3. Diversificação

Você já imaginou ser dono de um shopping? Ou de um prédio comercial localizado em uma grande capital? Essa é uma das vantagens dos FIIs. Você pode se tornar dono de parte de grandes empreendimentos e diversificar seu dinheiro.

Essa diversificação é uma maior proteção ao seu patrimônio, pois você tem a oportunidade de ter imóveis:

  • Em localizações geográficas diferentes: os fundos compram ativos em várias cidades;
  • Com muitos inquilinos: isso diversifica a fonte de aluguéis, minimiza o risco de ter inadimplência, de o imóvel ficar desalugado e evita dor de cabeça com inquilinos;
  • Em diversos segmentos: com um único investimento, você diversifica em vários setores. Atualmente existem FIIs de galpões logísticos, hotéis, shoppings, prédios comerciais e até hospitais.

Ao comprar um imóvel, você terá a renda vinda apenas de um inquilino, o que concentra e aumenta o risco de inadimplência e de o imóvel ficar vazio.

4. Liquidez

Se por algum motivo você decidir ter seu dinheiro de volta —ou mudou de planos e não quer mais investir no segmento imobiliário—, é só vender as suas cotas e em pouco tempo ter seu dinheiro disponível.

Outra grande vantagem dos FIIs é que você pode vender apenas parte das cotas ou de um segmento específico. Isso oferece muito mais flexibilidade e agilidade nos seus investimentos.

No caso dos imóveis, a negociação depende de encontrar um comprador, o que pode acontecer fora do tempo que você precisa ou demorar anos. Além do que, mesmo que você não precise do valor total do imóvel, não é possível vender só uma parte dele. Esses fatores podem levar a uma grande perda financeira.

Ponto de atenção

Vale lembrar que os fundos imobiliários são investimentos em renda variável e envolvem riscos que devem ser avaliados e tratados com muito cuidado.

O maior risco de um investimento é o risco de você não saber o que está fazendo. Portanto, busque informação antes de investir, faça seu planejamento financeiro e, principalmente, respeite seu perfil de investidor para tolerância de risco.

As opiniões emitidas neste texto são de responsabilidade exclusiva da equipe de Research do PagBank e elaboradas por analistas certificados. O PagBank PagSeguro e a Redação do UOL não têm nenhuma responsabilidade por tais opiniões. A única intenção é fornecer informações sobre o mercado e produtos financeiros, baseadas em dados de conhecimento público, conforme fontes devidamente indicadas, de modo que não representam nenhum compromisso e/ou recomendação de negócios por parte do UOL. As informações fornecidas por terceiros e/ou profissionais convidados não expressam a opinião do UOL, nem de quaisquer empresas de seu grupo, não se responsabilizando o UOL pela sua veracidade ou exatidão. Os produtos de investimentos mencionados neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão preencher o questionário de suitability para a identificação do seu perfil de investidor e da compatibilidade do produto de investimento escolhido. As informações aqui veiculadas não devem ser consideradas como a única fonte para o processo decisório do investidor, sendo recomendável que este busque orientação independente e leia atentamente os materiais técnicos relativos a cada produto. As projeções e preços apresentados estão sujeitos a variações e podem impactar os portfolios de investimento, causando perdas aos investidores. A rentabilidade obtida no passado não representa garantia de resultados futuros. Este conteúdo não deve ser reproduzido no todo ou em parte, redistribuído ou transmitido para qualquer outra pessoa sem o consentimento prévio do UOL.

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