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Veja as 10 ações que mais pagam dividendos aos investidores

Lílian Cunha

Colaboração para o UOL, em São Paulo

30/01/2023 04h00

Algumas empresas abertas na Bolsa pagam parte dos lucros da empresa para os seus acionistas, inclusive os pequenos investidores. Quais são as ações que mais pagam aos acionistas? A plataforma TradeMap fez um levantamento das empresas que têm a maior mediana de pagamentos de dividendos nos últimos cinco anos. Veja a lista abaixo.

Como foi feito o cálculo das ações que mais pagam seus investidores?

Para fazer a lista, a empresa considerou somente as companhias que pagaram proventos todos os anos entre janeiro de 2019 e janeiro de 2023 e com volumes de negociação diários acima de R$ 5 milhões.

Para esse cálculo, são excluídos os extremos, dividendos muito altos ou muito baixos. Uma média traria distorções porque a empresa pode ter pago muito num ano e bem pouco no outro e mesmo assim teria um número médio favorável.

"O que a gente quer mostrar é a constância de bons pagamentos e a mediana mostra isso - o ponto médio entre o maior e o menor DY dos últimos cinco anos", diz Einar Rivero, gerente comercial da TradeMap.

O que é Dividend Yeld (DY)?

É um índice, em porcentagem, que mede o rendimento dos dividendos.

Se uma ação, por exemplo, tem um DY de 10%, por exemplo, isso quer dizer que o que você vai ganhar com dividendos e também juros sobre capital próprio (JCP) será igual a 10% do total que você investiu no papel.

Se aplicou, por exemplo, R$ 500, vai ter uma rentabilidade de R$ 50.

E quais são as dez melhores pagadoras dos últimos cinco anos? Qual foi a mediana do DY?

  1. Unipar (UNIP6): 13,89%
  2. Taesa (TAEE11): 13,71%
  3. Enauta (ENAT3): 12,13%
  4. Direcional (DIRR3): 9,69%
  5. Romi (ROMI3): 9,36%
  6. Cemig (CMIG4): 8,99%
  7. Copel (CPLE6): 8,37%
  8. CTEEp (TRPL4): 8,07%
  9. Copel (CPLE3): 8,02%
  10. Vibra (VBBR3): 7,90%

Fonte: TradeMap/ Mediana DY de 23 de janeiro de 2019 a 23 janeiro de 2023

Por que elas pagam mais que as outras?

A que está em primeiro lugar é a Unipar, especializada na instalação de polos petroquímicos no Brasil e na Argentina. A empresa - assim como aconteceu com a Vibra (antiga BR Distribuidora) e a Enauta - se beneficiou com a alta do petróleo nesses cinco anos.

De 2019 para cá, o preço do barril tipo brent, que é a referência do mercado, pulou de US$ 64 para os atuais US$ 86, com um pico de US$ 129 no começo da guerra entre Ucrânia e Rússia, há um ano.

Das dez ações da lista, cinco pertencem a quatro empresas do setor de energia elétrica. São elas: Taesa (TAEE11), Cemig (CMIG4), CTEEP (TRPL4) e Copel (CPLE3 e CPLE6).

Esse é um setor que paga bons dividendos historicamente, segundo Leonardo Piovesan, analista da Quantzed, casa de análise e empresa de educação para investidores, porque ele não tem competição: cada empresa atua sozinha em sua área de concessão.

As tarifas de energia são reajustadas pela inflação. Além disso, se o cliente não paga, o serviço é cortado. Ou seja, o risco de inadimplência é baixo.

Ou seja: são companhias que têm resultado praticamente fixo e previsível
Leonardo Piovesan, analista da Quantzed
Elas só não pagam dividendos quando decidem usar o lucro para investir em sua estrutura. Isso explica também porque umas pagam mais que as outras: as que mais dividem lucro já completaram seu ciclo de investimentos e, quando faturam, repartem o que ganham com os acionistas.
Como é feito o pagamento de dividendos?
  • Quando uma empresa paga o dividendo, ele cai direto na conta corrente do acionista, sem desconto de impostos.
  • O valor do dividendo, no entanto, é descontado da cotação da ação, já que o conjunto de todas as ações reflete o quanto a empresa vale. Se ela paga dividendos, esse valor sai do caixa dela e vai para o acionista.
  • O ganho está em receber os rendimentos da ação sem o pagamento de impostos.

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