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Renda+: Vale investir no novo título do Tesouro Direto para aposentadoria?

Do UOL, em São Paulo

30/01/2023 12h16

Tesouro Renda+, novo título público, começa a ser negociado a partir de hoje, 30. O objetivo é oferecer um complemento para a aposentadoria.

Como funciona?

O investidor escolhe um título que esteja mais próximo da data que gostaria de se para aposentar.

No vencimento do título, o investidor recebe uma renda extra pelos próximos 20 anos, 240 parcelas.

A cada mês, o salário mensal será corrigido pela inflação. Ou seja, o poder de compra estará garantido durante esse período.

Que títulos estão disponíveis?

O Tesouro RendA+ é o nome fantasia da NTN-B, série 1, criada pelo Decreto 11.301/2022. Inicialmente, estão disponíveis oito títulos. O título com o menor prazo é o de 2030 e o mais longo é o 2065.

Veja o início do pagamento e as datas de vencimento:

  • Renda+ 2030 - paga até 15/12/2049
  • Renda+ 2035 - paga até 15/12/2054
  • Renda+ 2040 - paga até 15/12/2059
  • Renda+ 2045 - paga até 15/12/2064
  • Renda+ 2050 - paga até 15/12/2069
  • Renda+ 2055 - paga até 15/12/2074
  • Renda+ 2060 - paga até 15/12/2079
  • Renda+ 2065 - paga até 15/12/2084

Qual é a rentabilidade?

Todos os títulos rendem a inflação, medida pelo IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo), além de uma taxa.

Hoje, as taxas que estão sendo negociadas são as seguintes:

  • Renda+ 2030 - IPCA + 6,38%
  • Renda+ 2035 - IPCA + 6,44%
  • Renda+ 2040 - IPCA + 6,45%
  • Renda+ 2045 - IPCA + 6,45%
  • Renda+ 2050 - IPCA + 6,44%
  • Renda+ 2055 - IPCA + 6,44%
  • Renda+ 2060 - IPCA + 6,44%
  • Renda+ 2065 - IPCA + 6,44%

Quanto custa para investir no Renda+?

É possível investir a partir de R$ 30,09. Veja todos os títulos, taxas e custos no site do Tesouro Direto.

Como investir no Tesouro Direto?

É possível investir a partir de qualquer banco ou corretora habilitada. O primeiro passo é transferir o dinheiro para a conta do banco ou da corretora. Depois, é só escolher o título para investir.

Quais são as taxas?

Há duas taxas: de custódia e imposto de renda.

Não há taxas semestrais de custódia. A taxa é de 0% para quem carregar o título até o seu vencimento e receber abaixo de seis salários mínimos.

Para quem resgatar o título apenas no vencimento e tiver renda acima de seis salários mínimos, a taxa é de 0,10% sobre o excedente.

Já para quem quiser resgatar antes do vencimento, as regras da taxa de custódia são as seguintes:

  • Se o prazo de saída foi de até 10 anos, a taxa é de 0,50%.
  • Entre 10 e 20 anos, é de 0,20%.
  • Acima de 20 anos, é de 0,10%.

Assim, o Renda+ tem essa vantagem em relação a outros títulos do Tesouro, que cobram taxa de custódia semestral.

Já o imposto de renda é descontado do rendimento. Assim como outros investimentos de renda fixa, quanto mais tempo o dinheiro ficar aplicado, menor o imposto de renda.

  • Até 180 dias, taxa de 22,5%
  • 181 até 360 dias, taxa de 20%
  • 361 até 720 dias, taxa de 17,5%
  • Após 720 dias, taxa de 15%

Preciso manter o título até o vencimento?

O Tesouro Direto diz que esse é o ideal. Porém, é possível negociar o título pelo preço de mercado e vender a qualquer dia, com liquidez diária. Mas há uma diferença. Diferente de outros títulos do Tesouro Direto, você não poderá vender o Tesouro RendA+ nos primeiros 60 dias depois da sua compra.

Por que ele foi lançado?

Segundo o IBGE, 46% dos aposentados agfirmam que o valor da aposentadoria não é o suficiente para pagar as contas. Além disso, 89% dos brasileiros concordam que é importante investir pensando em ter uma boa condição financeira no futuro.

Para quem o Renda+ é indicado?

O Tesouro diz que o público-alvo são trabalhadores autônomos com renda mensal entre três e cinco salários mínimos.

Já Rodrigo Knudsen, gestor de renda fixa da Empiricus Gestão, diz que o título é interessante para investidores em geral.

As pessoas estão vivendo até uma idade mais avançada e existe o risco do dinheiro acabar. Então, é muito importante investir pensando na aposentadoria. E o legal do Tesouro Direto é que as taxas são baixas, o que possibilita guardar um pouquinho por mês. É algo interessante desde o mais pobre até o mais rico.
Rodrigo Knudsen

O Renda+ é melhor que o INSS?

O Tesouro diz que o novo título não deve ser visto como um substituto do INSS. O objetivo é complementar a aposentadoria.

No Renda+, o investidor terá que aportar maior volume de recursos para obter benefício de um salário mínimo, em relação ao INSS.

No INSS, a aposentadoria é vitalícia, enquanto no Renda+ a renda extra é temporária, paga por 20 anos.

No INSS os benefícios são mais amplos, como auxílio por incapacidade temporária, aposentadoria por incapacidade permanente, pensão por morte e salário maternidade.

Quais são os riscos?

Para a XP, o risco de crédito é muito baixo, já que quem garante o pagamento é o governo brasileiro.

Outro risco é o de que o preço do título varie durante o período de investimento.

Quando o risco de mercado sobe (e, portanto, as taxas), o preço desvaloriza e vice-versa. Quanto mais longo o título, maior sua sensibilidade a essas oscilações.

No entanto, vale lembrar que o objetivo do título é a aposentadoria. Sendo assim, o foco do investidor deveria ser mantê-lo até o vencimento (mitigando o risco de mercado), diz a XP.

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