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Bolsas na China devem ficar fechadas até a próxima segunda-feira em meio a surto de coronavírus

24.jan.2020 - Médica usando roupas de proteção no hospital da Cruz Vermelha em Wuhan, na China. O país vive uma epidemia do novo coronavírus - AFP
24.jan.2020 - Médica usando roupas de proteção no hospital da Cruz Vermelha em Wuhan, na China. O país vive uma epidemia do novo coronavírus Imagem: AFP

Richard Frost

27/01/2020 07h12

Os gigantescos mercados financeiros da China podem permanecer fechados até pelo menos segunda-feira da semana que vem. Autoridades chinesas prorrogaram a pausa do Ano Novo Lunar em três dias enquanto tentam lidar com a crise do coronavírus.

Não houve comentário oficial da Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China ou das bolsas de valores de Xangai ou Shenzhen sobre se os mercados serão reabertos nesta sexta-feira, conforme planejado originalmente.

Em 2003, autoridades estenderam a suspensão das negociações por quatro sessões no feriado do Dia do Trabalho, em maio, durante o surto da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês). Enquanto isso, autoridades de Xangai aconselharam empresas a não retomarem as atividades até pelo menos 9 de fevereiro.

A Bolsa de Valores da China, a segunda maior do mundo, teve negociações pela última vez em 23 de janeiro, quando o índice de referência de Xangai fechou em queda de 2,8%, a pior véspera do Ano Lunar em três décadas de história.

O número de mortes causadas pelo vírus aumentou para pelo menos 80 na China, e os casos confirmados somam 2.744. Autoridades disseram ontem que a doença infecciosa não está sob controle devido às dificuldades de conter o surto, apesar das restrições de deslocamento em algumas cidades.

No epicentro de Wuhan, 5 milhões de pessoas deixaram a cidade antes da medida que proibiu sair do município, disse o prefeito Zhou Xianwang no domingo, segundo o jornal South China Morning Post.

Os mercados financeiros de Hong Kong devem reabrir na quarta-feira. No sábado, a chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, reforçou as medidas do governo contra o coronavírus e disse que o surto pode estender a recessão da cidade até 2020. Hong Kong tinha seis infecções confirmadas até domingo.

O vírus pode aumentar as tensões na cidade. No domingo, manifestantes incendiaram um conjunto habitacional desocupado no norte da cidade, depois que o governo disse que o local pode ser usado como instalação de quarentena. Médicos ameaçaram entrar em greve se a cidade não fechar a fronteira com a China para limitar a propagação da doença.

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