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Alckmin vê cenário muito positivo na indústria de óleo e gás

Circe Bonatelli

São Paulo

O governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), mostrou otimismo em relação às projeções apresentadas nesta segunda-feira, 3, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que apontam São Paulo como o segundo maior produtor nacional de petróleo nos próximos dez anos.

"Estamos diante de um cenário muito positivo na indústria de óleo e gás. Há expectativa de grande crescimento da produção de petróleo em São Paulo com o pré-sal. Haverá um impacto muito grande no sentido de empregos, investimentos e também a produção para o País", afirmou, em entrevista à imprensa. "Daqui dez anos, o próximo governador será um sheik de Abu Dabi", brincou, referindo-se ao potencial da arrecadação com os royalties.

Segundo a ANP, as próximas rodadas de licitações dos campos de exploração e produção de petróleo e gás natural - previstos para 2017, 2018 e 2019 - têm potencial para atrair US$ 40 bilhões em investimentos ao Estado de São Paulo, montante que corresponde à metade dos investimentos previstos em decorrência de todos os leilões programados no País nesse mesmo período. Com isso, São Paulo deve saltar de uma produção diária de 330 mil barris de petróleo por dia para 1,1 milhão de barris por dia até 2027, ultrapassando o Espírito Santo como segundo maior produtor.

A ANP calcula que essa atividade vai gerar cerca de US$ 11 bilhões em royalties para os cofres paulistas ao longo dos 30 anos de vigência dos contratos de exploração dos blocos. Isso representará um salto na arrecadação do Estado neste setor, que conta, atualmente, com a distribuição de US$ 1,5 bilhão vindo das áreas já contratadas e projetos de desenvolvimento e produção, como Lapa, Baúna e Sapinhoá.

Diante das projeções animadoras, Alckmin afirmou que o governo paulista reunirá as universidades estaduais, a Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesp) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para estruturar um plano para formação de mão de obra qualificada e obtenção de avanços no campo das ciências e da inovação voltados para a indústria de óleo e gás.

O governador também prometeu retomar o projeto de instalação de um centro de pesquisas da Petrobras na Baixada Santista. Para isso, serão feitas reuniões com a própria estatal, além de se buscar apoio nas empresas que venham a arrematar os campos de exploração levados ao mercado nas próximas rodadas de licitações da ANP. Alckmin lembrou que já existe terreno reservado para o futuro centro de pesquisas na cidade de Santos. "Era um projeto que estava bem adiantado, mas, com a crise na Petrobras e a quebra no valor do petróleo, deu uma parada. Agora, a expectativa é de crescer".

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