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Facebook atinge US$ 1 trilhão em valor de mercado pela 1ª vez

Facebook é a empresa mais jovem a entrar para o clube do trilhão nos EUA - MrJayW/ Pixabay
Facebook é a empresa mais jovem a entrar para o clube do trilhão nos EUA Imagem: MrJayW/ Pixabay

Redação, O Estado de S.Paulo*

Nova York

29/06/2021 08h03Atualizada em 29/06/2021 09h33

O Facebook atingiu ontem a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado. É a primeira vez que a empresa de Mark Zuckerberg alcança a cifra desde a fundação da companhia, em 2004.

A rede social é a primeira empresa criada depois do ano 2000 a chegar à marca —isso faz com que ela seja a companhia mais jovem nos Estados Unidos no "clube do trilhão".

Um juiz dos Estados Unidos indeferiu um processo antitruste da Comissão Federal de Comércio norte-americana (FTC, na sigla em inglês) contra o Facebook, ontem, e disse que uma nova reclamação deve ser apresentada até 29 de julho. Com a notícia, as ações do Facebook subiram mais de 3% após a publicação da decisão - o que a ajudou a atingir o R$ 1 trilhão.

A acusação era de que a empresa teria violado as leis de antitruste do país para se tornar um monopólio das redes sociais ao comprar rivais como o WhatsApp, por US$ 19 bilhões, e o Instagram, por US$ 1 bilhão. As autoridades haviam entendido que essas compras prejudicavam competidores.

Mas o juiz James Boasberg, do Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito de Columbia, disse que o FTC não conseguiu demonstrar que o Facebook tinha poder de monopólio. O caso gerava apreensão em investidores porque colocava em xeque as aquisições do Instagram e do WhatsApp.

Um dos motivos para a decisão, disse Boasberg, é que os procuradores estaduais demoraram para levar a reclamação à Corte, referindo-se ao fato de que as compras do Instagram e do WhatsApp ocorreram em 2012 e 2014, respectivamente. Agora, a Justiça estipulou prazo de 30 dias para que os promotores registrem novas queixas contra a empresa.

Segundo o porta-voz do Facebook, a empresa esperava uma decisão favorável. "Estamos satisfeitos que as decisões de hoje reconheçam os defeitos nas reclamações do governo contra o Facebook. Competimos de forma justa todos os dias para ganhar o tempo e a atenção das pessoas e continuaremos a fornecer ótimos produtos às pessoas e empresas que usam nossos serviços", afirmou ao jornal "The New York Times".

(Com Agências internacionais)

As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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