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Apostar em reforma para bancar novo Bolsa Família é arriscado, diz Pacheco

Em entrevista à Rádio Gaúcha, Pacheco disse que está buscando alternativas ao que é defendido pelo governo - Evaristo Sá/AFP
Em entrevista à Rádio Gaúcha, Pacheco disse que está buscando alternativas ao que é defendido pelo governo Imagem: Evaristo Sá/AFP

Daniel Weterman

Em Brasília

01/10/2021 13h06Atualizada em 01/10/2021 17h27

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), levantou dúvidas sobre a proposta do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de vincular a reforma do Imposto de Renda como financiamento do Auxílio Brasil, programa desenhado para substituir o Bolsa Família a partir de novembro.

Pacheco afirmou que tem procurado alternativas à estratégia do governo de financiar o novo programa com a arrecadação do Imposto de Renda.

O projeto ainda não foi aprovado no Senado e há risco de queda na arrecadação com as mudanças propostas, o que geraria efeito contrário ao pretendido.

Nesta semana, o Congresso aprovou um projeto para autorizar a vinculação de uma coisa à outra, dando aval para o uso de projetos em tramitação como fonte de compensação para aumento de despesa. O financiamento efetivo, porém, só poderia ocorrer após a aprovação da reforma do IR no Senado.

"Seria um tanto temerário apostar todas as fichas para um programa social em um projeto que sequer foi aprovado ainda", disse o presidente em entrevista à Rádio Gaúcha, do Rio Grande do Sul, na manhã de hoje.

Além da reforma do IR, o governo tenta emplacar uma solução para o pagamento de precatórios e abrir espaço no teto de gastos de 2022 ao novo programa assistencial.

A reforma do IR já passou na Câmara e agora tramita na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado. Pacheco admitiu que é difícil a apreciação do projeto no plenário em outubro, mas ressaltou que vai trabalhar por isso.

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