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Confecção para bebês aposta na opinião de clientes para criar coleções

Larissa Coldibeli

Do UOL, em São Paulo

14/06/2012 06h00

A empresária Luciana Bechara, fundadora da Be Little, confecção de roupas e acessórios para bebês prematuros, sabe a importância de ouvir o cliente para aprimorar seu produto e melhorar o negócio.

Graças ao retorno que recebe dos consumidores e dos varejistas, ela sabe o que vende mais, o que agrada aos pais e consegue programar os próximos lançamentos e coleções.

Para a empreendedora, críticas e reclamações são importantes sinais de alerta. Ela já tirou das prateleiras uma linha inteira de camisetas feitas com fibra de bambu após receber a queixa de que o tecido rasgava como papel. 

“Constatamos que, de fato, o produto apresentava um defeito e recolhemos tudo. A ideia não era apenas evitar reclamações, mas impedir que as pessoas ficassem com a impressão errada de que nossos produtos não têm qualidade”, afirma.

Mas não basta apenas saber ouvir as reclamações. Agir para resolvê-las é uma atitude inteligente por parte dos empreendedores. Isso pode gerar a fidelização de clientes e evitar transtornos no futuro.

  • Macacões infantis produzidos pela Be Little

Proximidade com clientes é vantagem de pequenas empresas

No entanto, as micro e pequenas empresas nem sempre possuem canais próprios para ouvir a opinião do cliente sobre o seu produto ou serviço. Mas, na opinião de Bechara, isso pode ser considerado uma vantagem.

“É mais fácil para o pequeno empresário estar perto dos clientes. A ausência de burocracia permite que ele resolva eventuais problemas num tempo menor, ao contrário da grande empresa, que possui SAC, call center, enfim, mais intermediários na comunicação”, diz.

Código de Defesa do Consumidor define obrigações

Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, diz que as empresas devem buscar sempre melhorar seus processos internos e que as reclamações são um indicativo do que precisa ser revisto.

“A estrutura reduzida não impede que as pequenas empresas tenham um olhar de aperfeiçoamento. Elas têm de se preparar para dar uma resposta ao consumidor, pois é no pós-venda que ele se fideliza”, declara.

Ela diz que os assuntos que mais geram queixas dos consumidores são relativos a garantia, entrega de produtos, atendimento ao consumidor e serviços como troca e devoluções.

“As responsabilidades das pequenas empresas são as mesmas das grandes, ambas estão sujeitas ao Código de Defesa do Consumidor e devem atender e solucionar as reclamações”, afirma.

Economia