IPCA
0,42 Mar.2024
Topo

Com inflação baixa em julho, Dilma critica 'estardalhaço' sobre preços

7.ago.2013 - A presidente Dilma Rousseff tira foto com alunos da Universidade Federal de Alfenas (Unifal)  - Presidência da República/Divulgação
7.ago.2013 - A presidente Dilma Rousseff tira foto com alunos da Universidade Federal de Alfenas (Unifal) Imagem: Presidência da República/Divulgação

Carlos Madeiro

Do UOL, em Maceió

07/08/2013 14h41Atualizada em 07/08/2013 14h44

A presidente Dilma Rousseff aproveitou a divulgação dos números baixos de inflação de julho, feita nesta quarta-feira (7) pelo IBGE e na terça pelo Dieese, para reclamar de novo de quem critica a alta de preços.

Ela afirmou que tem havido "estardalhaço" sobre a inflação, e que alta de preços está "completamente sob controle". A declaração foi dada durante entrevista a emissoras de rádio de Varginha, no sudoeste mineiro.

Dilma tem falado várias vezes que a inflação está sob controle. Em julho, ela atacou os "pessimistas" e disse que a inflação "vai ficar na meta".

"Hoje, o IBGE divulgou o IPCA [inflação oficial] de julho, que mostra uma inflação bastante sobre controle, pelos seus níveis. O índice é de 0,03% e vem sistematicamente caindo. É um dos percentuais mais baixos para esse período. Ao mesmo tempo, para esse mesmo mês de julho, o INPC demonstra deflação de 0,13%. São preços em queda. A pesquisa da cesta básica mostra queda em todas as 18 capitais. Ou seja, a inflação está complemente sob controle", disse.

Ainda segundo a presidente, a queda de preço está atingindo todos os setores. "Serviços, alimentação, transporte, todos vêm reduzindo preços. Esse é um fenômeno que está se espalhando por todo o país. Temos muita tranquilidade de dizer isso. Fazem um grande estardalhaço quando os dados não apontam nesse sentido", afirmou.


Mesmo criticando a especulação, Dilma Rousseff admitiu que houve uma alta dos preços no início do ano, mas apresentou uma justificativa.

"Não foi pelo fator interno, mas pela oferta de preços agrícolas nos EUA, porque houve uma quebra de safra. Tivemos problemas aqui, que foi a seca, Mas a inflação, sob todos os aspectos, vem caindo mês a mês. No que se refere a isso, temos a garantia do governo de que o que estamos falando está se mostrando na prática", declarou.

Ainda sobre a economia, a presidente garantiu que o PIB (Produto Interno Bruto) "vem tendo um desempenho melhor."

"Diziam que ia ser em junho um PIB muito pequeno, mas o que estamos verificando demonstra que há uma recuperação do PIB", disse, citando fatores como concessões e investimentos privados como determinantes para o crescimento econômico em 2013.

A presidente disse, ainda, que a alta do dólar nas últimas semanas também está sob controle, e o país está pronto para novas variações cambiais.

"A variação do dólar se deve ao fato de os EUA estarem saindo de uma expansão monetária, e estão querendo ir para uma política menos expansionista, por medo da inflação e de outras coisas. Se isso ocorrer, vai ocorrer oscilação em todas as moedas e Bolsas do mundo. Mas nada a que o Brasil não tenha condições de resistir. Nós mantivemos no país oscilação dentro de limites claros", afirmou.

Dilma compara dados com os do governo FHC

A presidente voltou a comparar dados de seu governo com os do governo de Fernando Henrique Cardoso. "Criamos 826 mil vagas com carteira assinada nesse primeiro semestre, o que significa a quantidade de empregos em todo o primeiro governo do FHC. Em seis meses, foi criado o mesmo que em quatro anos."

Dilma "cutucou" aqueles que apontaram para uma tendência de aumento do desemprego no país, o que --segundo ela-- não se concretizou.

"Recentemente, nós vimos todo um barulho de que a taxa de desemprego tinha sido de 6%. Ela variou de 5,8%, foi para 5,9% e chegou a 6%. É uma variação absolutamente insignificante. Continuamos com a condição de criação de empregos, temos uma situação muito melhor que o resto do mundo", afirmou.