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Precisa do banco durante a greve? Nem todas as agências de SP estão paradas

Do UOL, em São Paulo

  • Ricardo Marchesan/UOL

    Clientes são atendidos em agência do Itaú na av. Brigadeiro Luís Antônio, em SP

    Clientes são atendidos em agência do Itaú na av. Brigadeiro Luís Antônio, em SP

A greve dos bancários ainda atinge boa parte da cidade de São Paulo e a previsão do sindicato é continue na próxima semana. Mas quem precisa dos serviços pode encontrar agências funcionando normalmente em regiões centrais da capital paulista.

O UOL visitou 48 agências de diversos bancos durante a tarde desta sexta-feira (30), registrando 27 paralisadas e 21 com atendimento. As agências ficam na região central e nas avenidas Faria Lima, Rebouças, Angélica e Paulista, na zona Oeste.

Quem procurar bancos públicos, porém, terá mais problemas, porque todos os visitados estavam fechados. Foram 11 agências, sendo seis do Banco do Brasil e cinco da Caixa.

Também é importante lembrar que há serviços que podem ser feitos pela internet ou caixas eletrônicos, sem precisar do atendimento na agência. Clique aqui e veja quais são.

Evite locais famosos

Ricardo Marchesan/UOL
Pessoas buscam informações em agência fechada da Caixa na região central de SP

Caso precise do atendimento, é melhor fugir de pontos famosos da cidade. Praticamente todas as agências da av. Paulista e da Praça da República, no centro da cidade, estavam fechadas, por exemplo. Uma opção é procurar em avenidas e ruas próximas.

Na av. Rebouças e na av. Angélica, por exemplo, a maior parte das agências estavam abertas. Elas nem tinham faixas ou cartazes de protesto pela greve, como nas de outras regiões.

Na Angélica, porém, o segurança de um HSBC e o atendente de um Santander Select, dois locais que estavam com atendimento normal, disseram que as agências poderiam fechar a qualquer momento, caso pessoas do sindicato fossem lá.

Agência na Paulista funciona das 16h às 19h

Na Paulista, o UOL registrou o funcionamento de apenas uma agência. Um Itaú na altura do número 1.754.

Ela estava fechada por volta das 15h30, mas um segurança do local afirmou que abriria após as 16h, assim que pessoas ligadas ao sindicato saíssem dali.

Mais tarde, após o horário informado, ela de fato estava aberta, com um bancário fazendo o atendimento, mas o movimento de clientes era fraco. A maioria das pessoas seguia diretamente para os caixas eletrônicos.

O funcionário afirmou que todos os serviços estavam disponíveis e que a agência funcionaria até às 19h.

Segundo o atendente, quando não há greve, a agência funciona com horário estendido, fechando às 19h, diferentemente da maioria dos bancos de São Paulo, que encerram as atividades às 16h.

Durante a greve, porém, essas agências costumam funcionar apenas entre 16h e 19h. Ele citou que em outro ponto da Paulista, no shopping Center 3, outra agência do Itaú seguia o mesmo horário.

Greve deve continuar

Nesta sexta-feira, os bancários completaram 25 dias em greve.

No dia, 13.358 agências foram paralisadas no país, o que corresponde a 57% do total, segundo a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), entidade ligada à CUT (Central Única dos Trabalhadores). A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não faz estimativa.

De acordo com a Contraf-CUT, a greve deve seguir na próxima semana, e ainda não tem previsão para acabar. A última proposta feita pelos bancos, de reajuste salarial de 7%, foi rejeitada, e os sindicatos aguardam uma nova proposta para decidir até quando vai a paralisação.

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