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Preço da gasolina deve cair nos postos de SP a partir de 2ª, diz sindicato

Do UOL, em São Paulo

A queda no preço da gasolina e do diesel deve ser inferior a R$ 0,05 por litro nas bombas dos postos de combustível no Estado de São Paulo, disse nesta sexta-feira (14) José Alberto Gouveia, presidente do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo).

A maioria dos postos no Estado deve começar a diminuir os preços na segunda-feira (17). "Os postos já começam a receber o produto com o preço novo amanhã, mas a maioria não compra no final de semana", disse Gouveia. Segundo ele, os preços vão cair, mas menos que os R$ 0,05 por litro estimados pela Petrobras. 

A estimativa de redução de R$ 0,05 nos preços não procede, de acordo com o presidente do sindicato, porque não considera custos com impostos, transporte, frete e os gastos com o álcool que é misturado à gasolina. Ele disse, porém, que ainda não fez as contas para projetar quanto o preço deve cair. 

A estatal anunciou nesta manhã que a gasolina nas refinarias ficará 3,2% mais barata, em média, e o óleo diesel, 2,7%, a partir de amanhã. A companhia estimou que, se os postos repassarem integralmente a mudança, os preços da gasolina cairão 1,4% na bomba, e os do diesel, 1,8%. As porcentagens equivalem a R$ 0,05 por litro. 

A última mudança nos preços dos combustíveis foi há mais de um ano, em setembro de 2015, quando a gasolina ficou 6% mais cara nas refinarias.

Nova política de preços

A Petrobras informou que a medida faz parte de uma nova política de preços adotada pela direção da empresa.

A política é norteada por dois fatores: o preço do petróleo no mercado internacional (incluindo gastos com transporte e taxas portuárias) e uma margem para lucro, impostos e proteção de riscos, como variações na cotação do dólar.

A empresa diz que não vai cobrar preços abaixo dos praticados no exterior, ou abaixo dos custos. Os preços serão revistos pelo menos uma vez por mês pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços da Petrobras, formado pelo presidente da estatal, Pedro Parente, o diretor de Refino e Gás Natural, Jorge Ramos, e o diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Ivan Monteiro.

Petrobras não repassou preços no passado

A política de preços da Petrobras foi alvo de críticas no passado, principalmente no governo da presidente Dilma Rousseff.

Os preços dos combustíveis no Brasil são controlados pelo governo, que é sócio majoritário da petroleira.

A estatal mantém o monopólio na produção e importação do combustível no país. Em geral, a empresa compra combustíveis no exterior e revende-os no país.

No início do ano, a cotação do petróleo no mercado internacional caiu a níveis históricos, mas a Petrobras decidiu não repassar essa queda para o preço dos combustíveis. Ao importar combustível mais barato e vendê-lo pelo mesmo preço de antes, os ganhos da Petrobras com a revenda aumentaram.

Na época, críticos afirmaram que, ao manter os preços artificialmente, o governo estava usando a política de preços para recuperar parte do que perdeu quando o petróleo estava caro lá fora (e o preço não subiu aqui) e para tentar aliviar as contas da Petrobras, em meio a um endividamento muito grande da companhia, envolvida na operação Lava Jato

A então presidente Dilma Rousseff disse, na ocasião, que "o governo não tem nada a ver com subir ou baixar o preço da gasolina" e que cabe à Petrobras avaliar se é o caso de reduzir os preços dos combustíveis no país. 

(Com Reuters)

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