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'Prévia' indica 2º ano de recessão, com tombo de 4,55% do PIB em 2016

Do UOL, em São Paulo

16/02/2017 08h36

O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma "prévia" do PIB (Produto Interno Bruto), caiu 4,55% em 2016, informou o Banco Central nesta quinta-feira (16). 

A comparação é feita descontando diferenças sazonais entre os períodos. 

Sem descontar as diferenças sazonais, houve queda de 4,34% do PIB em 2016. 

No mês de dezembro, o IBC-Br caiu 0,26% em relação a novembro, em dados que consideram as diferenças sazonais, e 0,56% sem essas diferenças.

Pior recessão da história

Se a prévia se confirmar, 2016 terá sido o segundo ano seguido de encolhimento do PIB. Em 2015, a economia caiu 3,8%, segundo dados oficiais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)Em 2014, houve leve alta de 0,1%.

O IBGE divulgará os dados do PIB de 2016 em 7 de março.

A prévia do BC é ainda pior que o resultado previsto pelo mercado. Na pesquisa Focus mais recente, economistas projetaram queda de 3,5% do PIB no ano passado.

Tanto os dados do BC quanto a previsão dos analistas reforçam a leitura de que o país atravessa a pior recessão da sua história, desde que os registros oficiais começaram, em 1901.

Para 2017, a projeção do mercado é de crescimento de 0,48% do PIB, bem abaixo da estimativa do governo, de 1%.

Comércio, indústria e serviços tombam

O resultado do IBC-Br reflete os tombos dos três setores da economia. 

Em 2016, o comércio encolheu 6,2%, pior desempenho em 15 anos, com o consumo fraco impactando de forma generalizada as vendas, com destaque para supermercados.

O setor de serviços foi na mesma linha, com queda de 5%, a pior em cinco anos, em meio às fortes perdas na atividade de transportes. 

Por sua vez, indústria brasileira teve uma redução de 6,6% na produção, terceiro ano seguido de perdas. 

IBC-Br

O indicador do BC é visto pelo mercado como uma antecipação do resultado do PIB. Ele é divulgado mensalmente pelo Banco Central, enquanto o PIB é divulgado a cada três meses pelo IBGE.

O IBC-Br serve de base para investidores e empresas adotarem medidas de curto prazo. Porém, não necessariamente reflete o resultado anual do PIB e, em algumas vezes, distancia-se bastante.

O indicador do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (agropecuária, indústria e serviços).

A estimativa do IBC-Br incorpora a produção estimada para os três setores, acrescida dos impostos sobre produtos. O PIB calculado pelo IBGE, por sua vez, é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante certo período.

(Com Reuters)

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