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Guedes: pacto federativo pode ficar para depois se atrapalhar Previdência

Paulo Guedes, ministro da Economia - Evaristo Sá/AFP
Paulo Guedes, ministro da Economia Imagem: Evaristo Sá/AFP

Antonio Temóteo

Do UOL, em Brasília

13/03/2019 17h51

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje que a proposta de novo pacto federativo pode não ser enviada ao Congresso Nacional se for atrapalhar a votação da reforma da Previdência. Apesar do recuo em relação a declarações recentes, ele disse que a medida é importante para dar mais poder aos legisladores.

"Se o pacto federativo for atrapalhar a Previdência, a proposta pode ser retirada. Mas estamos falando de uma agenda positiva", afirmou, em discurso na transmissão de cargo do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Guedes afirmou no fim de semana que o pacto federativo seria enviado ao Congresso e tramitaria juntamente com a reforma. Entretanto, ele recuou após se reunir com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Apesar disso, ele voltou a defender a medida. O ministro declarou a classe política briga por migalhas e cargos políticos, enquanto poderia ter controle total dos recursos orçamentários.

"A interlocução com os parlamentares tem sido excepcionalmente boa. No mundo a classe política controla os orçamentos. No Brasil 95% está carimbado", disse.

Segundo ele, o excesso de vinculações orçamentárias é uma herança da ditadura militar e que continuou ao longo do período de redemocratização.

"Somos maduros o suficiente para descarimbar o dinheiro. Tenho certeza de que esse é o caminho. Temos de desindexar, desvincular e desobrigar", declarou.

Entenda a proposta de reforma da Previdência em 10 pontos

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