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Reforma da Previdência


Base do governo se organiza e domina sessão sobre Previdência na CCJ

Adriano Machado/Reuters
A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Felipe Francischini (PSL-PR), durante sessão que discute a reforma da Previdência Imagem: Adriano Machado/Reuters

Antonio Temóteo

Do UOL, em Brasília

2019-04-09T18:31:23

09/04/2019 18h31

A base governista na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados atua hoje de forma organizada para garantir a leitura do relatório da reforma da Previdência na sessão.

A mudança de postura dos parlamentares governistas ocorre após serem criticados pela desorganização e pela falta de apoio ao ministro da Economia, Paulo Guedes, durante audiência pública sobre o tema, na semana passada.

Na ocasião, a discussão foi dominada por deputados da oposição, que criticaram duramente Guedes e a reforma proposta pelo governo. A sessão terminou em confusão após o ministro ser chamado de "tigrão" e "tchutchuca" e responder aos gritos de "tchutchuca é a mãe".

Oposição tenta atrasar leitura, mas é vencida

A sessão de hoje começou com diversos questionamentos de partidos oposicionistas, que foram rejeitados pelo presidente da comissão, Felipe Francischini (PSL-PR).

Em seguida, o requerimento de um parlamentar governista foi aprovado com 39 votos favoráveis e três contrários.

Com isso, a apresentação do relatório passou a ser o primeiro item da pauta. Os demais, como expediente e votação da ata da última reunião, passaram a ser os últimos itens da pauta.

Dos 66 membros titulares, somente 42 votaram. Os demais estavam em obstrução, ou seja, apesar de presentes na sessão, deixaram de registrar votos. O ato de obstruir o andamento dos trabalhos é legítimo e está previsto no regimento interno da Câmara.

Após o relatório se tornar o primeiro item da pauta, a oposição tentou impedir sua apresentação. Mais uma vez, a base aliada venceu a votação, e a apresentação foi mantida. Foram 40 votos contra a retirada da apresentação e somente sete favoráveis à sua retirada.

Com o resultado, o relator da reforma na CCJ, delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), recebeu a palavra para iniciar a leitura.

Após 'tigrão' e 'tchutchuca', sessão na CCJ é encerrada e vira confusão

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