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Apesar de previsões, Onyx diz crer em votação da Previdência no 1º semestre

O ministro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM) - Pedro Ladeira/Folhapress
O ministro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM) Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Antonio Temóteo

Do UOL, em Brasília

28/04/2019 18h15Atualizada em 28/04/2019 22h41

Após deixar uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) no Palácio da Alvorada, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), afirmou hoje que mantém a previsão de que a reforma da Previdência seja votada pelo plenário da Câmara ainda no primeiro semestre.

Apesar de a expectativa contrariar algumas previsões, como da própria líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), ele aponta como argumentos sua crença em Deus e a confiança que os deputados escolhidos para a comissão especial estão comprometidos com a votação da proposta.

"Eu mantenho a previsão, sim, por duas razões muito importantes. Primeiro, o cara lá de cima está sempre com a gente. Segundo, porque pelos nomes que a gente viu lá na comissão especial, são nomes de muita qualidade, tanto o relator quanto o presidente. Os membros, as bancadas colocadas lá, parlamentares, muitos com muita experiência, outros que chegam", disse.

Onyx também declarou que a reforma precisa avançar no primeiro semestre para melhorar o ambiente econômico e gerar emprego. Segundo ele, as filas de pessoas em busca de emprego são uma sinalização ruim, e a reforma da Previdência é importante para solucionar o problema.

"Qual é o problema [de a reforma ser votada apenas no segundo semestre]? O problema são as filas. Qualquer seleção de emprego são milhares de pessoas. As pessoas precisam comer, precisam se vestir, as pessoas precisam ter a dignidade do trabalho. E nós estamos muito preocupados com isso. Volto a dizer, a pressa não é do governo, a pressa é do país Brasil", afirmou.

"Falar pouco, trabalhar muito e colher resultados"

Diante das críticas de que o governo não faz uma boa articulação política, Onyx disse que a determinação de Bolsonaro é que os subordinados devem "falar pouco, trabalhar muito e colher os resultados".

"Sempre foi assim, né? [Falavam que] não vai dar para ganhar a eleição, não tem tempo de televisão, não vai fazer a transição direito, não vai encurtar os ministérios. E a gente vai fazendo, a gente vai trabalhando. A gente tem um princípio que é muito dele, que é falar pouco, trabalhar muito e colher resultados", declarou.

Entenda a proposta de reforma da Previdência em 10 pontos

UOL Notícias

Relação "pacificada" entre Bolsonaro e Maia

Antes de receber Onyx, Bolsonaro reuniu-se com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Foi o segundo encontro entre os dois neste fim de semana, o primeiro a sós.

As reuniões se sucedem a mais um momento de crise no relacionamento entre eles. Na sexta, entrevista publicada pelo site Buzzfeed trouxe diversas críticas de Maia a dois filhos de Bolsonaro: o vereador Carlos (PSC-RJ) e o deputado federal Eduardo (PSL-SP). Ontem, o presidente declarou não acreditar na entrevista e afirmou estar "namorando" Maia.

Ao sair do Alvorada hoje, Onyx afirmou que a relação entre Bolsonaro e o presidente da Câmara está pacificada. Segundo ele, os dois reabriram um canal de diálogo direto, sem intermediários.

"Os dois reabriram um canal de conversa direta entre o presidente da República e o presidente da Câmara dos Deputados. É algo muito valioso e importante, principalmente nesse momento em que a gente vai para a comissão especial e para o plenário, se Deus quiser", disse.

Metas dos 200 dias

O ministro ainda afirmou que o governo apresentará até 10 de maio novas metas para os 200 dias de governo. Ele não detalhou quantas serão, mas disse que até quarta-feira (1º) Bolsonaro deve assinar uma MP (Medida Provisória) para simplificar a vida dos brasileiros na relação com o governo.

"Quando fechar 200, nós já vamos entregar. A perspectiva é apresentar até sexta da semana que vem. Isso não [informar quantas medidas], as equipes estão trabalhando, porque tem que consultar cada ministério, o alcance de cada um, se elas são relevantes para estar em um programa de cobrança de execução. As coisas vão caminhar bem."