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Grupo protesta e diz que "família militar" nunca mais votará em Bolsonaro

Do UOL, em São Paulo

29/10/2019 17h20Atualizada em 29/10/2019 18h57

Resumo da notícia

  • Cerca de dez manifestantes protestaram contra a votação da reforma dos militares
  • Grupo se revoltou após comissão rejeitar destaque que estenderia gratificação a todos os militares
  • Manifestantes chegaram a dizer que presidente Jair Bolsonaro os traiu
  • Sessão foi suspensa por alguns minutos por causa do protesto

A Comissão que votou a reforma dos militares na Câmara hoje chegou a ser suspensa por conta de uma confusão envolvendo cerca de dez manifestantes, que protestavam contra a votação.

Entre gritos de "covardes" e "traidor", o grupo expôs as críticas à reforma e ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

"Eu coordenei carreata para o senhor, eu gritei 'Bolsonaro, 17', enquanto eles estavam sob o ar condicionado e hoje o senhor trai a tropa dessa maneira", disse uma mulher, visivelmente transtornada.

Enquanto isso, outra começou a gritar "trairagem ao fundo". Uma terceira mulher afirmou que nem Bolsonaro, nem seus filhos, terão os votos da "família militar" outra vez.

A sessão de hoje rejeitou um destaque que estenderia uma gratificação para todos os integrantes das Forças Armadas, e não apenas oficiais e militares em postos de comando, o que revoltou os manifestantes. O impacto da mudança seria de R$ 130 bilhões.

A reforma dos militares prevê uma economia de R$ 10,45 bilhões em dez anos aos cofres públicos. No funcionalismo, os militares são os que custam mais para a Previdência, proporcionalmente.

Ainda assim, eles conseguiram manter algumas vantagens em relação a outros servidores públicos, como a aposentadoria com o último salário integral e os reajustes para aposentados e pensionista, seguindo os aumentos para militares ativos.

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