PUBLICIDADE
IPCA
-0,31 Abr.2020
Topo

'Prévia da inflação' desacelera a 0,22%, a menor para fevereiro desde 1994

Consumidores fazem compras em supermercado do Cambuci, na região central de São Paulo - Ananda Migliano/ Ofotográfico
Consumidores fazem compras em supermercado do Cambuci, na região central de São Paulo Imagem: Ananda Migliano/ Ofotográfico

Do UOL, em São Paulo

20/02/2020 09h06Atualizada em 20/02/2020 11h22

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor - Amplo 15), considerado uma prévia da inflação oficial (IPCA), desacelerou para 0,22% em fevereiro, após ficar em 0,71% em janeiro. Esse foi o menor resultado para o mês desde o início do Plano Real (1994).

Em fevereiro de 2019, a taxa havia sido de 0,34%. O índice acumula alta de 0,93% em 2020 e, nos últimos 12 meses, de 4,21%. Com isso, a inflação fica acima do centro da meta do governo para este ano, que é de 4%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, ou seja, podendo variar entre 5,5% e 2,5%.

Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Essa é a primeira divulgação do IPCA-15 calculada com base em uma nova cesta de produtos e serviços, para acompanhar mudanças nos hábitos de consumo da população brasileira. O índice de fevereiro incluiu, por exemplo, preços de transporte por aplicativo, coletados pela primeira vez por um robô virtual. A mudança já havia sido adotada pelo IBGE na divulgação da inflação oficial de janeiro.

Preço da carne cai 5%

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, três apresentaram deflação em fevereiro: Vestuário (-0,83%), Saúde e cuidados pessoais (-0,29%) e Alimentação e bebidas (-0,10%).

A queda nos preços das carnes (-5,04%), após quatro meses de altas (acumulado avanço de 27,95% no período), teve grande impacto na prévia da inflação de fevereiro.

Por outro lado, o tomate (28,96%) e a batata-inglesa (5,23%), que já haviam subido em janeiro, ficaram mais caros em fevereiro.

Reajuste escolar pesa no bolso

O grupo Educação teve alta de 3,61%, refletindo os reajustes normalmente praticados no início do ano letivo, em especial dos cursos regulares (4,36%).

Além disso, os Transportes encareceram 0,2%, puxados, principalmente, por aumentos de tarifas de ônibus urbanos, trem e metrô em diversas localidades.

Já o preço das passagens aéreas (-6,68%) caiu pelo segundo mês consecutivo (em janeiro, a variação foi de -6,45%).

Juros x inflação

Para tentar controlar a inflação, o Banco Central pode usar a taxa de juros. De modo geral, quando a inflação está alta, o BC sobe os juros para reduzir o consumo e estimular a queda de preços. Quando a inflação está baixa, o BC derruba os juros para impulsionar o consumo.

Na última reunião, o Comitê de Política Monetária do BC decidiu reduzir taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual, de 4,5% para 4,25% ao ano. É a menor taxa desde que o Copom foi criado, em 1996.

Metodologia

O IPCA-15 refere-se às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, considerada a inflação oficial; a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

Veja mais economia de um jeito fácil de entender: @uoleconomia no Instagram.
Ouça os podcasts Mídia e Marketing, sobre propaganda e criação, e UOL Líderes, com CEOs de empresas.
Mais podcasts do UOL no Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts e outras plataformas

Economia