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Nordeste exige suspensão do corte de 96 mil benefícios do Bolsa Família

Edson Silva - 25.ago.2011/Folhapress
Imagem: Edson Silva - 25.ago.2011/Folhapress

Alexandre Santos

Colaboração para o UOL, em Salvador

20/03/2020 16h21Atualizada em 20/03/2020 17h29

Os nove governadores do Nordeste aprovaram na tarde de hoje um documento no qual exigem do governo Bolsonaro a suspensão imediata do corte de 96 mil benefícios do Bolsa Família, em meio a uma tesourada que em março atingiu 158.452 bolsas em todo o país.

"Não justifica, neste momento de calamidade que nós estamos vivendo, o governo federal, só no Nordeste, cortar 96 mil benefícios só neste mês. É preciso ter alguma sensibilidade social e proteger as pessoas mais pobres", afirmou o governador baiano Rui Costa (PT), presidente do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste, após uma reunião por videoconferência.

Reportagem do UOL revelou hoje que, ao contrário da promessa de ampliar o programa em meio à crise social gerada pela doença covid-19, o Ministério da Cidadania fez um corte de 158.452 bolsas. O Nordeste voltou a ser a região mais afetada.

Dos 158,4 mil benefícios a menos em março, 96.861 (ou 61,1% do total) foram retirados justamente da região que responde por metade dos benefícios totais do país.

Em janeiro deste ano, o governo federal já havia priorizado Sul e Sudeste na concessão de novos benefícios do Bolsa Família, em detrimento da região Nordeste, que concentra 36,8% das famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza na fila de espera do programa.

Naquele mês, os estados nordestinos receberam apenas 3% dos novos benefícios, enquanto Sul e Sudeste responderam por 75% das novas concessões.

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