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Dólar cai em maio e fecha a R$ 5,34; Bolsa salta 6,4% na semana e 9% no mês

Do UOL, em São Paulo

29/05/2020 17h10

O dólar comercial terminou a sessão de hoje (29) em queda de 0,85%, cotado a R$ 5,34 na venda. Com o resultado, a moeda fechou a semana com recuo de 4,19% e o mês com baixa de 1,79%. No ano, porém, o dólar acumula alta de 33,08%.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, fechou em alta de 0,52% no dia, a 87.402,59 pontos. Na semana, o índice acumulou alta de 6,36%, e avanço de 8,57% no mês. No ano, a Bolsa ainda acumula queda, de 24,42%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

PIB em queda

Dados da economia brasileira vieram dentro do esperado, mas, ainda assim, endossaram preocupações sobre o desempenho à frente da economia, num contexto de agravamento da pandemia no país e de constantes embates do lado político, que acabam abalando a confiança dos investidores.

Dos números desta sexta-feira, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro contraiu 1,5% no primeiro trimestre deste ano em relação aos três meses anteriores, maior queda nessa comparação em cerca de cinco anos. E a dívida bruta saltou a 79,7% do PIB em abril, um recorde.

"O real foi a moeda de pior desempenho no universo emergente, provavelmente pressionada pela preocupação mais ampla dos investidores sobre a capacidade da moeda de dar sequência ao recente desempenho superior em meio à deterioração da história local", disseram estrategistas do Morgan Stanley.

O colapso na economia esperado para este ano tem mantido expectativas de que o Banco Central volte a cortar juros, e na véspera o presidente da instituição, Roberto Campos Neto, destacou que a ferramenta de política monetária não está esgotada.

Juros mais baixos reduzem o retorno dos investimentos brasileiros, o que desestimula entradas de capital considerando que outros países emergentes têm taxas de juros mais elevadas que o Brasil.

Campos Neto também disse que o BC seguirá com a mesma política de atuação no câmbio que vinha adotando até então, esfriando expectativas de intervenções mais agressivas no mercado.

*Com Reuters

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