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Reforma Tributária

'Queremos trocar o imposto cruel pelo feioso', diz Guedes sobre nova CPMF

O ministro da Economia, Paulo Guedes - Edu Andrade/Ascom/ME
O ministro da Economia, Paulo Guedes Imagem: Edu Andrade/Ascom/ME

Antonio Temóteo

Do UOL, em Brasília

01/09/2020 13h50

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo quer trocar as contribuições patronais sobre a folha de pagamentos por um imposto digital, nos moldes da antiga CPMF. Segundo Guedes, o governo deve enviar nas próximas semanas as propostas do governo para a reforma tributária.

"Queremos trocar o imposto cruel pelo feioso", disse Guedes, em a criação de um imposto sobre pagamentos para compensar a desoneração da folha de pagamentos.

Em entrevista ao UOL, Guilherme Afif, assessor especial do ministro, disse que até o dia 15 agosto as demais partes do projeto chegariam ao Legislativo. Inicialmente, o governo esperava fatiar o projeto em quatro fases.

Auxiliares de Guedes têm reclamado da falta de apoio político para o debate e o envio ao Congresso de propostas da equipe econômica, como a reforma administrativa e as privatizações. Isso contribuiu para saída de Salim Mattar e Paulo Uebel do governo.

Reforma fatiada

A primeira parte da reforma tributária, entregue em 21 de julho, unifica o PIS e a Cofins e cria a CBS (Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços), com alíquota de 12%.

A unificação das contribuições não reduz impostos, mas simplifica o pagamento. Especialistas e representantes de diversos setores da economia afirmam que a proposta chega a aumentar os impostos. A segunda parte, segundo anunciou o secretário especial da Receita Feral, José Tostes, deve prever a simplificação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). A terceira prevê uma mudança no IRPJ (Imposto de Renda para Pessoa Jurídica) e a criação da tributação de dividendos. A quarta parte da reforma deve reduzir ou acabar com a contribuição patronal de 20% sobre a folha de salários e criar a "nova CPMF".

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