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Novo problema deixa aviões Boeing 737 Max parados mais uma vez

Boeing 737 MAX apresenta problema elétrico - Divulgação
Boeing 737 MAX apresenta problema elétrico Imagem: Divulgação

Colaboração para o UOL

09/04/2021 10h57

As aeronaves 737 MAX da Boeing apresentaram mais um problema, dessa vez ele é elétrico. A empresa enviou um comunicado a 16 clientes pedindo que checassem o defeito em potencial nessa área do avião. Para reverter a situação, a companhia está trabalhando com a FAA (Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos).

A Boeing não quis revelar quais 16 clientes são esses que devem se atentar à manutenção. O anúncio desse novo problema vem após os 737 MAX ficarem paralisados no mundo inteiro por 20 meses, de março de 2019 até novembro do ano passado, por conta de dois acidentes que mataram 346 pessoas. O congelamento dos aviões custou US$ 20 bilhões para a empresa.

Os ajustes feitos pela Boeing para reparar o problema de segurança no funcionamento foram aprovados pela FAA, mas alguns países não voltaram a usar os aviões, como é o caso da China. Com a demanda aérea reduzida devido à pandemia, algumas empresas estão no movimento contrário da nação asiática e precisam colocar os 737 MAX em funcionamento. O modelo tem eficiência no consumo de combustível e promete taxas menores de manutenção do que as versões anteriores lançadas pela empresa.

A CNN americana apurou que quatro companhias aéreas atualmente usam esse avião, são elas a Southwest, United, American e Alaska Air. Após a suspensão do 737 MAX ser levantada em novembro, as duas primeiras empresas planejam comprar mais desses jatos para suas frotas. Segundo a Southwest, o novo problema interfere com 30 dos 58 exemplares usados por eles e a interrupção do serviço deve ser "mínima", já que a pilotagem do 737 Max é feita em horário limitado e compõe uma parte pequena do total de aeronaves disponíveis para a empresa.

A American foi a primeira linha aérea americana a retomar o uso do Boeing após a suspensão e, segundo ela, não houve indicação que os passageiros tenham receio do jato. No Brasil, a Gol utiliza o modelo e voltou a rodá-lo em dezembro.