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Crise hídrica: Bolsonaro diz que governo 'não acredita em racionamento'

27 de setembro de 2021 - O presidente Jair Bolsonaro na cerimônia de 1.000 dias do governo - Marcos Corrêa/PR
27 de setembro de 2021 - O presidente Jair Bolsonaro na cerimônia de 1.000 dias do governo Imagem: Marcos Corrêa/PR

Colaboração para o UOL

30/09/2021 16h35Atualizada em 30/09/2021 18h47

Em meio a uma crise hídrica, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que o governo federal "não acredita em racionamento". A fala, dada em entrevista para a CNN Brasil, acontece em momento de previsões pessimistas de especialistas, que citam limite no uso de água e apagões no próximo verão como possíveis consequências.

O presidente reconheceu a gravidade da crise hídrica, a pior nos últimos 90 anos, porém falou: "Não acreditamos em racionamento, mas, se dá para apagar um ponto de luz na sua casa, ajuda".

Apesar da posição do governo federal de não declarar um racionamento nacional, alguns municípios de São Paulo, como Valinhos, Águas de Lindóia e Santo Antônio de Posse, já fazem rodízios para desligar o abastecimento de água e repor os estoques dos bairros.

"Pedimos a Deus para mandar chuva", falou o presidente. Bolsonaro justificou a elevação no preço da tarifa de luz dizendo que o governo foi "obrigado" a essa decisão para "pagar a conta" causada pela seca.

Na semana em que celebra mil dias de governo, o mandatário federal avaliou que o Brasil "é um dos países que menos sofreu na pandemia no tocante da economia", apesar da alta da inflação, carne, luz e combustível.

A falta de chuvas, que atinge principalmente o Sudeste e Centro-Oeste, tem causado dificuldades econômicas e gerado fenômenos incomuns, como a nuvem de poeira vista no último fim de semana em pontos de São Paulo.

O presidente citou a "geada atípica" que dificultou a safra de milho e se estendeu aos "preços de ovos e do frango. Esses problemas não eram esperados por nós, mas temos que dar conta do recado", afirmou.

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