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Maia reassume mandato para votar contra PEC dos Precatórios na Câmara

O ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).  -  Agência Câmara
O ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Imagem: Agência Câmara

Do UOL, em São Paulo

26/10/2021 20h53

O deputado federal Rodrigo Maia (sem partido-RJ), que está de licença há cerca de dois meses, anunciou que reassume nesta quarta-feira (27) o seu mandato na Câmara dos Deputados e já adiantou que irá votar contra a PEC dos Precatórios, projeto que prevê espaço fiscal de pelo menos R$ 83 bilhões para o governo em 2022, furando o teto de gastos, e viabiliza o financiamento do Auxílio Brasil de R$ 400.

Amanhã, reassumo meu mandato na Câmara dos Deputados para votar contra a PEC dos Precatórios. Uma proposta, como já havia mostrado, muito danosa para a sociedade. Rodrigo Maia

Na tentativa de articular mais votos contra (e, como consequência, impor derrota ao presidente Jair Bolsonaro, de quem é rival político), Maia publicou o link com o relatório final de uma consultoria feita pela Câmara mostrando eventuais impactos da aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição).

"Essa é mais uma chance para que deputadas e deputados tenham acesso a este documento e formem opinião para votar contra esta PEC", ressaltou Maia.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que esteve reunido com líderes da base e que, até o fim do dia, deve se encontrar com líderes da oposição, para viabilizar a votação da matéria. Se aprovada, ela abrirá espaço para o lançamento do Auxílio Brasil de R$ 400 até o fim de 2022.

A PEC dos Precatórios passou por comissão especial da Câmara na semana passada. Ela abre espaço fiscal de pelo menos R$ 83 bilhões para o governo em 2022, furando o teto de gastos, e viabiliza o lançamento do Auxílio Brasil de R$ 400.

A cifra de R$ 83 bilhões foi divulgada pelo relator da PEC, o deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), que apresentou na semana passada o texto da proposta. Economistas independentes, no entanto, têm divulgado números maiores. O Ministério da Economia ainda não informou seu cálculo oficial.

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