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Paulo Guedes: 'A esquerda tem o coração macio, mas o miolo mole'

Paulo Guedes sinalizou que permaneceria à frente da Economia em um eventual segundo mandato de Jair Bolsonaro (PL) - Isac Nóbrega/PR
Paulo Guedes sinalizou que permaneceria à frente da Economia em um eventual segundo mandato de Jair Bolsonaro (PL) Imagem: Isac Nóbrega/PR

Colaboração para o UOL, em Maceió

22/02/2022 11h10

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que apoiará o candidato da "centro-direita" durante o pleito presidencial deste ano e criticou a esquerda por ter o "coração macio, mas o miolo mole".

"Mil vezes haja esse confronto entre centro-direita e esquerda, mil vezes eu estou com a centro-direita. A esquerda tem o coração macio, mas o miolo mole", declarou o ministro em entrevista ao programa "Direto ao Ponto", da Jovem Pan News.

Na ocasião, Guedes colocou em dúvida sua manutenção no governo caso o presidente Jair Bolsonaro (PL) seja reeleito, mas sinalizou que, sim, ele toparia permanecer à frente da Economia, "enquanto eu tiver a confiança" do mandatário.

Chamado de "Posto Ipiranga" por Bolsonaro durante a campanha de 2018, Paulo Guedes se manteve de forma cambaleante no cargo e, em mais de uma ocasião, foi cogitada a possibilidade de seu desligamento do cargo.

Agora, Guedes reitera que ainda acredita em Bolsonaro, mas ressalta que é preciso haver "aliança de conservadores e liberais" para que se mantenha "entusiasmado", e sinalizou que não aprova um governo formado apenas por conservadores.

"Eu acredito no presidente Bolsonaro, acho que ele quer o caminho da prosperidade. Agora, há atrativos, há entornos, tem gente que quer desviá-lo, tem gente que acha que as estatais são boas, que Correios, Casa da Moeda, Petrobras têm que ficar com governo mesmo. Aí se trocar de dirigismo de esquerda para dirigismo de direita, a gente conhece as experiências históricas e o que vai acontecer", disse o ministro, que ressaltou sua confiança na manutenção do programa de privatizações do governo, embora avalie que ele subestimou a resistência do "establishment".

Lula é favorito na disputa pelo Planalto

As pesquisas com intenções de votos para o pleito presidencial deste ano têm apontado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como favorito em todos os cenários tanto no primeiro quanto no segundo turno.

Conforme a pesquisa mais recente, divulgada ontem pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), em parceria com o Instituto MDA, Lula soma 42,2% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Jair Bolsonaro em segundo com 28%, e em terceiro aparece Ciro Gomes (PDT) com 6,7%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

De acordo com a CNT/MDA, Lula vence todos os cenários de segundo turno simulados —a menor vantagem é contra Bolsonaro (17,9 pontos percentuais de vantagem), e a maior, contra Doria (38,2 pontos).

Em uma simulação de segundo turno contra Bolsonaro, o petista venceria por 53,2% a 35,3% — na pesquisa anterior ele tinha 52,7% contra 31,4% do atual mandatário. Lula oscilou para cima, mas dentro da margem de erro, enquanto Bolsonaro cresceu.

Já Bolsonaro ficaria empatado tecnicamente com Ciro e Moro, dentro da margem de erro, e venceria Doria.