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Lucro recorrente do Santander Brasil cresce 20% no 2º tri com tarifas e crédito

23/07/2019 09h06

SÃO PAULO (Reuters) - O Banco Santander Brasil divulgou nesta terça-feira (23) um resultado do segundo trimestre em linha com as estimativas dos analistas, sustentado pelo crédito ao consumo e por tarifas.

O lucro líquido recorrente, que exclui itens extraordinários, chegou a R$ 3,635 bilhões na unidade brasileira do banco espanhol Santander, praticamente em linha com a expectativa dos analistas, mas 20,2% maior do que em igual período do ano passado.

A rentabilidade do banco, medida pelo seu retorno sobre o patrimônio líquido, ficou em 21,3%, mantendo uma tendência de alta e 0,2 ponto percentual acima do primeiro trimestre, mas abaixo das estimativas dos analistas.

A carteira de crédito cresceu 2,2% no segundo trimestre, atingindo R$ 317,6 bilhões. O aumento foi impulsionado principalmente por empréstimos ao consumidor, já que a demanda das empresas continuou fraca.

Sergio Rial, presidente do Santander Brasil, havia alertado os investidores em abril que o crescimento dos empréstimos poderia desacelerar este ano, devido à menor demanda das grandes empresas e à competição mais acirrada no segmento de empréstimos ao consumidor.

A receita de tarifas do segundo trimestre aumentou 8,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o banco ganhou mais clientes.

As provisões para perdas com empréstimos no trimestre aumentaram 8,5% em relação ao ano anterior. Ainda assim, a margem financeira líquida do banco --a diferença entre o que um banco paga para pedir dinheiro emprestado e o que cobra dos clientes por empréstimos-- subiu.

A taxa de inadimplência acima de 90 dias foi de 3%, ligeiramente abaixo do trimestre anterior.

O banco tem crescido mais que os concorrentes, em parte, graças à estratégia de emprestar a clientes muitas vezes evitados por outros grandes bancos. Rial, no entanto, assegurou aos investidores que não haveria uma deterioração na qualidade dos ativos.

O credor espanhol Banco Santander registrou uma queda de 18% no lucro líquido do segundo trimestre devido aos custos de reestruturação relacionados à aquisição do Banco Popular e um fraco desempenho no Reino Unido.

(Reportagem de Carolina Mandl)

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