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Boeing divulga prejuízo no 4° tri; custos do 737 MAX sobem para US$ 19 bi

Um Boeing 737 Max na fábrica da Boeing, em Renton, nos EUA - Ruth Fremson/The New York Times
Um Boeing 737 Max na fábrica da Boeing, em Renton, nos EUA Imagem: Ruth Fremson/The New York Times

Ankit Ajmera, David Shepardson e Tim Hepher

Em Bengaluru, Washington e Seattle

29/01/2020 11h03Atualizada em 30/01/2020 11h30

(Reuters) - A Boeing espera cerca de US$ 19 bilhões em custos relacionados a suspensão de sua aeronave 737 MAX, disse hoje a empresa norte-americana, ao registrar um prejuízo inesperado e indicar que reduzirá a produção de sua aeronave 787 Dreamliner.

A suspensão, que ocorreu após dois acidentes, forçou a fabricante de aviões a congelar a produção do 737 pela primeira vez em mais de 20 anos e levou à saída do presidente-executivo, Dennis Muilenburg.

"Reconhecemos que temos muito trabalho a fazer", disse o novo presidente-executivo da Boeing, David Calhoun, em comunicado.

Aumentando os problemas da Boeing, a demanda por seu jato 787 Dreamliner diminuiu diante da guerra comercial EUA-China, levando a empresa a cortar a produção, prejudicando o fluxo de caixa no momento em que sua dívida está aumentando.

A Boeing, que produz 14 aeronaves por mês do 787 Dreamliner (avião maior que o 737 MAX), disse em outubro que espera reduzir a produção no final de 2020 para 12 aviões por mês, em meio a uma escassez de pedidos da China.

A empresa agora espera reduzir ainda mais a produção do 787 Dreamliner para 10 por mês no início de 2021.

A Boeing divulgou um fluxo de caixa livre negativo de US$ 2,67 bilhões no quarto trimestre, comparado com um fluxo de caixa livre positivo de US$ 2,45 bilhões no ano anterior.

O prejuízo operacional principal foi de US$ 2,53 bilhões, ou US$ 2,33 por ação, em comparação com um lucro de US$ 3,87 bilhões, ou US$ 5,48 por ação, um ano antes.

Os analistas esperavam, em média, que a Boeing registrasse lucro por ação de US$ 1,47 no trimestre.

(Por Ankit Ajmera em Bengaluru, David Shepardson em Washington e Tim Hepher em Seattle)

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do informado no primeiro parágrafo, o 787 Dreamliner não é a maior aeronave da Boeing. A palavra "maior" foi retirada do texto.

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