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Reinaldo Polito

Escolher pela cor da pele não é melhor forma de ter diversidade na empresa

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto
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Reinaldo Polito

Autor de 31 livros que venderam mais de 1 milhão de exemplares, dá dicas de expressão verbal para turbinar sua carreira.

Colunista do UOL

22/09/2020 04h00

Procurando pessoas para contratar, você busca três qualidades: integridade, inteligência e energia. E se elas não têm a primeira, as outras duas matarão você.
Warren Buffett

Talvez não exista nada mais odioso que uma empresa contratar funcionários levando em conta a cor da pele. Além de ser crime de racismo, caracteriza-se como tremenda injustiça. As pessoas são iguais, e assim devem ser tratadas. Aquele que é preterido por discriminação, não é considerado nem pelo esforço que fez para se preparar na vida nem pela sua inteligência.

Podemos comparar essa situação com aquela em que um juiz julga um processo pelo nome do réu. A justiça se faz quando o processo "não tem nome na capa", ou seja, o magistrado julga sem se preocupar se se trata de rico ou pobre, negro ou branco, poderoso ou com irrelevante importância social.

Mudando o método de seleção

Há poucos dias, fiz uma live com o Rodrigo Galvão, presidente da Oracle, uma das mais poderosas empresas de tecnologia do mundo. Entre os diversos temas que discutimos a respeito da vida corporativa, esse jovem e muito bem-sucedido gestor revelou uma extraordinária iniciativa para levar em conta a diversidade.

Galvão contou que fizeram a seleção dos profissionais por um método que não permitia saber se as pessoas eram do sexo feminino ou masculino, se eram homossexuais ou heterossexuais, se eram jovens ou idosos, se eram brancos, negros ou amarelos. Enfim, consideraram apenas os valores dos candidatos.

A partir dessa seleção completamente isenta, efetivaram os profissionais. O aspecto mais relevante nessa prática para selecionar os colaboradores da empresa foi o fato de observarem apenas os valores dos candidatos, independentemente da experiência que pudessem ter nas áreas em que iriam atuar.

Segundo Galvão, o conhecimento que faltava poderia ser adquirido com treinamento e a atuação na área. Os valores, não. Só seriam admitidos se possuíssem essa qualidade imprescindível para a cultura da organização. Ou seja, deveriam já estar prontos com relação ao bom relacionamento com a família, integridade, solidariedade, espírito de equipe, preocupação social, capacidade de adaptação, vontade de crescer e progredir etc.

Uma seleção vitoriosa

E, o mais importante, é que o processo foi vitorioso. Essa diversidade, que tinha apenas os valores de cada profissional como ponto de identidade, reverteu em resultados excepcionais para a empresa. Sabiam que aqueles que estavam em seus quadros eram pessoas confiáveis, coerentes com seus princípios e felizes por terem sido valorizadas pelo que eram, e não pelo que poderiam parecer.

Talvez esse seja um excelente exemplo a ser seguido. As empresas determinam sua visão, seus valores e sua missão, e escolhem os profissionais que possam se adaptar naturalmente a esses objetivos. Dessa forma, poderão estabelecer planos, metas e desafios sabendo que terão colaboradores dispostos a abraçar a causa que desejam conquistar.

Todos sabemos que valores humanos como honestidade, responsabilidade, respeito e tolerância são atributos imprescindíveis que nos garantem não apenas a dignidade que almejamos encontrar em nossos semelhantes, mas também as qualidades que procuramos em nós mesmos, e que nos caracterizam como seres íntegros e fiéis a um ideal e a uma vida em comunidade.

Superdicas da semana

  • Devemos considerar as pessoas pelos seus valores
  • Conhecimento e prática podem ser ensinados, valores, não
  • A confiança é um dos primeiros requisitos para um projeto bem-sucedido
  • Quem escolhe baseado em preconceito comete erro já no critério

Livros de minha autoria que ajudam a refletir sobre esse tema: "29 Minutos para Falar Bem em Público", publicado pela Editora Sextante. "Superdicas para escrever uma redação nota 1.000 no ENEM", "Como falar de improviso e outras técnicas de apresentação", "Oratória para advogados", "Assim é que se Fala", "Conquistar e Influenciar para se Dar Bem com as Pessoas" e "Como Falar Corretamente e sem Inibições", publicados pela Editora Saraiva. "Oratória para líderes religiosos", publicado pela Editora Planeta.

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