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Evite 3 hábitos e pensamentos que afastam você de controlar seu dinheiro

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Júlia Mendonça

Júlia Mendonça é formada em comércio exterior pela Universidade Positivo. Atuou como planejadora financeira entre 2015 e 2018. Especialista em orientação e planejamento financeiro pessoal, é coach e consultora de finanças, pós-graduada em investimentos, finanças e banking. É influenciadora digital no nicho de finanças e investimentos em um dos maiores canais do assunto na área do Brasil.

14/09/2020 04h00

O Brasil é um país conhecido por suas grandes diferenças econômicas e sociais. Temos muita dificuldade em distribuir a renda de forma efetiva entre nossa população e isso explica grande parte dessa situação. Porém, não podemos esquecer que nossa cultura também favorece isso, pois nunca tivemos hábito nem costume de cuidar das nossas finanças.

Separei pensamentos e atitudes que prejudicam a forma como lida com seu dinheiro e que você deve mudar imediatamente caso queira ter sucesso financeiro.

1. Pensamento de curto prazo

A grande maioria das pessoas só pensa nos gastos do mês atual e esquece obrigações e gastos do futuro. Por isso, qualquer gasto imprevisto ou excessivo pode levar você rapidamente às dívidas. Comece a analisar seus gastos das próximas semanas e planeje os próximos meses.

Quais serão suas despesas? Prepare-se para grandes débitos, como impostos, rematrículas, manutenção de veículos. Além disso, evite ao máximo o excesso de parcelas no cartão de crédito. Logo elas acumulam e você fica impossibilitado de fazer novas compras pela falta de limite.

2. Falta de organização financeira

Organizando suas finanças, você consegue otimizar seus gastos e aproveita mais seu salário com aquilo de que gosta. Dos seus custos mensais, 50% devem ser orientados para despesas fixas, como dívidas, contas de água e luz, aluguel e educação. Custos variáveis, como lazer, compras não habituais e imprevistos devem corresponder a 30% do seu orçamento.

É preciso separar um valor mensal para poupar. O ideal é conseguir guardar 20% do que ganha. Esse número pode ser difícil de atingir dependendo de seu salário e sua situação de vida, porém tente guardar pelo menos 5% dos seus ganhos mensais.

Separando os custos dessa forma, é muito mais fácil analisar em que áreas da sua vida você está gastando demais e onde pode ajustar seu orçamento.

3. Você não tem um plano de crescimento

Esteja sempre em busca de objetivos maiores para sua profissão e seu dinheiro. Pesquise os passos necessários para conseguir um aumento no seu emprego ou como pode expandir seu negócio.

Invista em você, na sua profissionalização. Só assim, conseguirá se manter à frente do mercado, valorizar sua hora e prevenir situações como o desemprego. Converse com seu chefe e seus colegas de trabalho sobre os caminhos de crescimento dentro da empresa. Em alguns casos, seu emprego atual pode não oferecer essa opção. Nessa situação, é importante analisar se vale mesmo a pena manter-se nessa posição ou se deve buscar uma nova oportunidade em outro local.

Não tenha medo de gastar com cursos para se manter atualizado. O valor investido costuma retornar rapidamente ao longo dos meses, quando você conseguir uma promoção.

O mais importante disso tudo é ter consciência de que evoluir financeiramente e profissionalmente exige esforço e pensamento de longo prazo. Pode ser que você precise fazer alguns sacrifícios no presente, que, certamente, serão recompensados nos próximos meses.

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UOL Notícias

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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