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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Emagreci na balança e engordei na carteira durante a pandemia

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Imagem: iStock
Júlia Mendonça

Júlia Mendonça é formada em comércio exterior pela Universidade Positivo. Atuou como planejadora financeira entre 2015 e 2018. Especialista em orientação e planejamento financeiro pessoal, é coach e consultora de finanças, pós-graduada em investimentos, finanças e banking. É influenciadora digital no nicho de finanças e investimentos em um dos maiores canais do assunto na área do Brasil.

03/06/2021 04h00

Aconteceu comigo o que aconteceu com muitas pessoas durante a pandemia. Logo no começo a ideia de ficar em casa e fazer exercícios era seguida à risca. Assinei uma plataforma virtual na qual assistia a várias aulas de ginástica e era regrada na minha dieta.

O tempo foi passando e a preguiça apertou. Comecei a trocar a cozinha pelo delivery e todos os dias surgiam desculpas novas para não treinar. Foram meses assim e o resultado apareceu na balança e na minha saúde: engordei e meu colesterol subiu bastante. Não só isso. Toda essa mudança de rotina também pesou na carteira. Os gastos com alimentação aumentaram demais no período.

Antigos hábitos

Por esse motivo, resolvi que era hora de parar com essa rotina e voltar aos meus hábitos saudáveis. Comecei a treinar, procurei orientação nutricional e logo os resultados foram aparecendo.

Emagreci alguns quilos e na última semana, quando fui fazer meu planejamento financeiro, percebi que meus gastos com alimentação também diminuíram muito. Consegui economizar mais de 40% nesse tipo de despesa. Foram vários fatores que levaram a esse resultado e mesmo que você não esteja procurando perder peso, é possível replicá-lo no seu dia a dia.

Cortar o mal pela raiz

A primeira ação foi parar com os serviços de entrega de comida. Quando se trabalha em casa é muito fácil cair na tentação de não querer cozinhar, já que além de toda a preparação da comida também é necessário lidar com a limpeza da louça e das panelas depois.

Por isso virou rotina pedir comida em casa. Em algumas semanas pedia a cada dois dias. Eu tentava ser saudável nas minhas escolhas, mas era muito difícil escolher comidas que não fossem cheias de calorias, gorduras e carboidratos.

Quando ia ao mercado também decidia por alimentos industrializados, pela facilidade de prepará-los, gastando menos tempo na cozinha. Além de serem menos saudáveis, esses também são muito mais caros.

Mudança geral

Assim que consultei uma nutricionista e recebi meu plano alimentar, percebi que todos esses hábitos deveriam ser cortados imediatamente. Todas as minhas refeições deveriam ser feitas com ingredientes não processados e eu deveria cozinhar grande parte delas.

Confesso que isso assustou um pouco no início, mas assim que o hábito foi firmado não senti mais falta dos abusos que fazia com a minha alimentação. Uma refeição que custava normalmente de R$ 15 a R$ 30 com o delivery, passou a custar até R$ 5 ou até menos quando eu preparo em casa.

Seguir o planejado

Além disso, como eu tenho o planejamento completo de todas as minhas refeições na semana, é possível comprar os ingredientes em grande quantidade e conseguir um bom desconto por eles.

Ser saudável é muito mais barato e prazeroso do que imaginamos. Os ganhos na saúde e nas finanças compensam os aparentes sacrifícios e dão lugar a um novo prazer, cuidarmos de nós mesmos, física, mental e monetariamente

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL