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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Por que o Brasil só deve sair da crise quando todos estiverem vacinados?

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Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone é economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

23/03/2021 04h00

No último fim de semana, mais de 500 nomes importantes da economia e da classe empresarial assinaram uma carta aberta com críticas e quatro sugestões ao governo federal para lidar com a crise:

  1. Acelerar o ritmo da vacinação
  2. Incentivar o uso de máscaras tanto com distribuição gratuita quanto com orientação educativa
  3. Implementar medidas de distanciamento social no âmbito local com coordenação nacional
  4. Criar mecanismo de coordenação do combate à pandemia em âmbito nacional

É no primeiro ponto que quero me concentrar na coluna de hoje. No vídeo abaixo descrevo porque a busca pela vacinação em massa é tão importante para fazer a roda da economia girar.

O mundo começou 2021 não com um ou dois, mas 50 países sendo vacinados. No Brasil, a vacina começou em 17 de janeiro e caminha a passos lentos. O percentual da população vacinada não chegou a 5% até a conclusão da coluna e vídeo.

A economia é circular e envolve consumidores, empresas e emprego. Se a vacinação fosse aplicada em massa, a pelo menos 70% da população, haveria mais pessoas circulando nas ruas. Com isso, tanto as vendas do comércio quanto o fornecimento de serviços aumentariam.

Apesar de muitos comércios terem adaptado as vendas para a internet, esta não é uma realidade de todos. Uma pesquisa recente do Sebrae São Paulo mostra que, entre os pequenos empresários, 39% dizem que no negócio deles não é possível vender pela internet. Outros 20% não estão preparados para vender online.

Com a população vacinada, mais gente se sentiria confortável para sair de casa e gastar mais. Isso nos leva ao segundo ponto do círculo da economia: as empresas.

Com mais pessoas consumindo, as empresas aumentariam os caixas. Além do aumento das vendas, empresários passariam a ter maior previsibilidade sobre o futuro da economia e de seus próprios negócios. Com isso, voltariam até a investir.

Em outras palavras, se imaginam que vão vender, aumentam a produção, estoque, até o ponto em que precisam contratar mais empregados.

Infelizmente, o desemprego no Brasil bateu recorde e há mais de 13 milhões de pessoas desempregadas. Por isso, os empregos devem ser a última engrenagem a girar justamente porque dependem da confiança do empresário.

O que não podemos nos esquecer é de que emprego, no fim das contas, significa renda. Com mais dinheiro no bolso, o trabalhador gasta mais e voltamos ao início da roda da economia.

Você acredita que o ritmo de vacinação poderia estar mais acelerado no país? Comente abaixo ou em nossas redes sociais (YouTube ou Instagram).

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL