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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Paulo Guedes, de novo, sob risco de queda

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone é economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

08/04/2021 04h00

Em muitos momentos, o mercado já questionou a saída de Paulo Guedes do Ministério da Economia. Resiliente, o ministro se manteve na pasta, mas a novela ganhou um novo enredo em 2021.

O novo capítulo envolve um embate entre o ministro e o Congresso em torno da aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA).

A LOA, historicamente, é aprovada no fim do ano anterior. Ou seja, estamos operando o orçamento da máquina pública sem painel, pois houve um atraso de três meses.

Isso porque o governo negociou liberar mais dinheiro às emendas parlamentares, mas o relator do projeto se empolgou e acabou trazendo à mesa uma pauta que prevê, por exemplo, menos dinheiro a gastos já contratados, como a previdência privada.

No vídeo acima, conversamos com Luis Sales, estrategista chefe da Guide Investimentos, sobre o assunto.

Em um momento de tanto desgaste político do presidente Jair Bolsonaro e do avanço da pandemia no Brasil, parte do mercado já levanta a possibilidade de Guedes jogar a toalha.

Afinal, ao sair agora, ele tentaria salvar seu currículo não compactuando com um orçamento impossível de ser realizado.

Se for "saído", há uma leitura de que haverá uma fritura do ministro para jogar em suas costas a culpa da recessão e do não avanço das reformas. O mercado prefere outros nomes. Se algum deles entrar, o governo tentaria aprovar alguma reforma para melhorar a imagem e dar alguns resultados econômicos.

Acha que desta vez o Paulo Guedes sai? Comente abaixo ou nas nossas redes sociais (YouTube e Instagram).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL