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Aplicações de renda fixa estão dando prejuízo! Como isso é possível?

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César Esperandio

César Esperandio

César Esperandio é economista com ênfase em planejamento financeiro, com larga experiência no mercado financeiro. Já atuou em setores macroeconômicos de bancos e consultorias, além de ter passado por empresa de pesquisas de mercado. Hoje se dedica exclusivamente ao Econoweek, com foco em investimentos.

01/10/2021 04h00

Todo mundo que investiu na renda fixa nos últimos meses (Tesouro, CDBs, etc.) deve ter reparado que a rentabilidade está caindo. Você também entrou na sua corretora e percebeu isso?

Há um negócio nas aplicações de renda fixa chamado "marcação a mercado", que influencia diretamente nesse seu prejuízo, mas que pode até se tornar lucrativo se você entender o que vou explicar agora.

Ninguém te contou isso, mas não são apenas ações que variam. A renda fixa também varia!

Por que meu investimento caiu?

Para explicar isso, vamos usar o exemplo do Tesouro Prefixado, que é um investimento que você já sabe na hora da sua aplicação qual vai ser sua rentabilidade na data final (vencimento), independentemente de o que possa acontecer.

De qualquer forma, a marcação a mercado, que vai ajudar você a entender essa queda, vale para qualquer investimento da renda fixa. Vamos explicar com base na lógica do Tesouro Prefixado, pois todas as outras aplicações são quase a mesma coisa.

O primeiro motivo de você perceber um prejuízo é que o valor que vê na tela da sua corretora já é o valor líquido de impostos e taxas, no caso o Imposto de Renda, o IOF (caso resgate sua grana antes de 30 dias da aplicação), e a taxa da B3.

Então, é comum ver um valor menor do que investiu nos primeiros dias. Mas pode ficar tranquilo, porque se permanecer com o dinheiro pelo prazo combinado você vai ter a rentabilidade combinada, "sem tirar nem pôr".

O que varia é a rentabilidade do investimento de renda fixa para quem decide sacar antes do combinado, antes do vencimento.

Marcação a mercado

Agora vem o segundo motivo, que é o que você quer saber: a marcação a mercado.

Como no Tesouro Prefixado já há o valor exato esperado para ser resgatado no dia do vencimento da aplicação, em caso de resgate antecipado você recebe um valor proporcional ao período investido, certo?

Não, necessariamente.

Vamos supor que você tenha aplicado há cerca de um mês em um título do Tesouro Prefixado, com rentabilidade de 6% ao ano.

De lá para cá, os juros subiram e os novos títulos do mesmo vencimento estão sendo oferecidos hoje a uma taxa maior, de 8% ao ano.

Isso significa que seu título perdeu valor de mercado, já que qualquer investidor consegue aplicar com uma rentabilidade maior do que você havia aplicado há um mês, certo?

Se você permanecer com o dinheiro aplicado até o vencimento, terá os 6% de rentabilidade, conforme o combinado. Mas se quiser se desfazer do seu investimento antes disso, outros investidores só aceitarão comprar de você se rolar um "descontinho" sobre o valor do seu investimento nesse dia, de modo que as rentabilidades se equiparem.

Para ficar ainda mais claro, gravei minha tela e mostrei direitinho o funcionamento da marcação a mercado e o que você pode fazer para não ter prejuízo em seus investimentos, como mostrei no vídeo do topo deste texto.

Vale a pena investir no Tesouro?

Apesar da marcação a mercado, para quem tem planejamento e pretende deixar o dinheiro investido até o vencimento, as aplicações de renda fixa garantem a rentabilidade combinada, de modo que esse "sobe e desce" não tem impacto para esses investidores.

O Tesouro Direto tem os investimentos de renda fixa mais seguros do Brasil, sendo que há mais de dez aplicações diferentes divididas em três grandes grupos, como mostramos no vídeo a seguir: Tesouro Prefixado, Tesouro Selic e Tesouro IPCA.

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