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REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Se você fosse rico seria mais feliz? Entenda por que há tanto rico infeliz

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César Esperandio

César Esperandio

César Esperandio é economista com ênfase em planejamento financeiro, com larga experiência no mercado financeiro. Já atuou em setores macroeconômicos de bancos e consultorias, além de ter passado por empresa de pesquisas de mercado. Hoje se dedica exclusivamente ao Econoweek, com foco em investimentos.

31/12/2021 04h00

Virada de ano! 2021 não foi um ano dos mais fáceis e provavelmente também não sobrou muito dinheiro. Aproveitando o momento propício à reflexão, qual é sua opinião: dinheiro traz felicidade?

Eu sei que hoje não consigo ter tudo o que quero e não estou muito feliz com isso. É a casa que ainda não tenho, é a grana que eu tenho que contar para ver se dá para viajar ou jantar fora, às vezes pode ser a fatura do cartão que ainda não sei se vou conseguir pagar este mês.

Pode até ser o mais básico: algumas pessoas podem não ter certeza se vão conseguir comer o suficiente hoje!

Mas será que, se não tivéssemos nenhuma dessas preocupações, seríamos mais felizes?

Dinheiro traz ou não felicidade? Até certo ponto traz, mas depois não é bem por aí...

As coisas vão perdendo a graça

Os primeiros mil reais trazem uma alegria enorme, mas os últimos mil reais para completar R$ 2 milhões já não fazem tanta diferença assim.

É como sua comida favorita: suponha que seja um lanche do McDonald's. A primeira mordida, quando estamos com muita fome, é maravilhosa.

O segundo lanche ainda é legal, mas já não se compara à satisfação da primeira mordida.

O quinto ou sexto lanche ainda podem ser o mesmo lanche que te fez salivar antes do almoço, mas agora ele pode até fazer você passar mal.

É claro que com dinheiro não é exatamente a mesma coisa: você não vai passar mal com mais dinheiro na conta, mas com certeza ele gera cada vez menos satisfação.

Dinheiro resolve todos os problemas?

Imagine quem está sem dinheiro para itens essenciais, como alimentação, moradia, cuidar dos filhos.

É claro que dinheiro resolveria boa parte dos problemas mais fundamentais e traria mais do que alívio, e certamente seria motivo de enorme alegria.

Mas depois de cuidar das necessidades básicas, outros problemas que nem tínhamos condições de pensar aparecerão. E eles não se resolvem com mais dinheiro na conta!

Muitos comentários dos seguidores do Econoweek no YouTube e Instagram, nos quais dividimos dicas de investimentos, trazem relatos de problemas de relacionamento, insatisfação com o trabalho, não ver sentido na vida e nas coisas que fazemos em nossa rotina, não se sentir realizado e outras aflições.

Depois dos problemas relacionados ao dinheiro há vários outros que o dinheiro não ajuda em nada.

Muita gente que tem problemas relacionados ao dinheiro, quando resolve essa questão, começa a perceber que novos problemas parecem surgir.

Na verdade, eles sempre estiveram ali, mas nem conseguíamos enxergar.

A tendência é que essa pessoa queira resolver esses novos problemas também com dinheiro.

Já viu quem dá um monte de presente para agradar os filhos, mas não consegue demonstrar amor de verdade nem passar um tempo de qualidade com eles?

Já ouviu história de pessoas que se sentem vazias e para compensar vão às compras e gastam o limite do cartão de crédito?

Essas pessoas resolvem o problema com dinheiro, mas não sabem como lidar com os problemas não relacionados às finanças, inconscientemente imaginando que vão conseguir ser felizes gastando mais.

Desse jeito, podem até voltar a ter problema com dinheiro ao gastar mais do que deveriam.

O que dizem os economistas?

A teoria econômica costuma associar alegria (bem-estar) ao dinheiro.

Quanto mais dinheiro, mais feliz!

Simplificadamente, não está totalmente errado. Os países com os melhores IDHs também são os mais ricos.

Por lá há melhor educação, mais acesso à saúde, mais segurança e a população também costuma ser mais rica.

Tudo isso também dá condições de elas buscarem mais felicidade.

Aumentos salariais ou carros novos (ou qualquer coisa que você goste muito de ter) costumam gerar um incremento de felicidade por alguns meses. Mas depois você tende a se acostumar com aquilo e voltar para o nível de felicidade de sempre.

Pesquisas apontam que fatores sociais e saúde física têm muito mais impacto na felicidade do que mais dinheiro na conta.

É claro que com nada na conta, provavelmente, você estará tão preocupado com isso que nem "teria cabeça" (nem grana) para cuidar da saúde de maneira adequada, talvez nem tempo para sair com amigos e ter um momento de lazer.

Eu torço que em 2022 possamos ter a consciência de cuidarmos melhor de nós mesmos e dar mais atenção ao próximo.

É possível viver de renda?

Independência financeira não é só viver de renda. Na verdade, essa é só a última fase.

Na verdade, ao perseguir a independência financeira imaginando como seria "viver de renda" podemos desanimar por acharmos que é impossível.

Há cinco degraus para você subir e pouco a pouco chegar à tão sonhada independência financeira, exatamente como mostramos no vídeo a seguir.

É de graça! Faça parte da comunidade Econoweek nas nossas redes sociais (Instagram ou YouTube) para acompanhar mais dicas de inteligência financeira como essa.

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