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IPVA e carro mais caros: 4 dicas para dar conta dos boletos

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Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone é economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

18/01/2022 04h00

Há cerca de um ano, o popular carro Gol ganhou manchetes quando passou a valer mais de R$ 70 mil, mas a alta de preços estava só começando. De lá para cá, vieram mais altas do dólar e da energia e chegamos a ver o Gol sendo vendido por R$ 90 mil e o Voyage por R$ 100 mil.

Por que será que os carros estão tão caros no Brasil? Será só o dólar? O vídeo abaixo responde a dúvida de muitos brasileiros, além de dar dicas para se planejar para o IPVA, que neste ano também ficou mais caro.

No fim do vídeo, demos um bônus: uma simulação de R$ 50 mil em vários títulos do Tesouro Direto. Afinal, caso resolva não ter um carro, você pode investir seu dinheiro.

O IPVA, cobrado em todo começo de ano, muda de acordo com o estado, mas é um porcentual sobre o valor do carro. Se o preço está mais alto, o imposto também fica mais pesado. Em São Paulo, ele corresponde a 4% do preço do carro e desde o fim de 2021 especialistas já alertavam que o consumidor deveria se preparar para pagar um valor mais alto.

1. Pesquise antes

Antes de comprar um carro é importante fazer a pesquisa de quanto custam o IPVA e o seguro. Se forem valores muito acima da realidade, não tem jeito: a pessoa tem que rever o plano.

2. Tenha uma planilha

Para manter um carro, a pessoa precisa dar conta de pagar IPVA, seguro, combustível, mecânico, lavagem e vários outros serviços. Se fizer essa conta de cabeça, acredite, você vai errar. A melhor coisa a se fazer é anotar. Seja em planilha, aplicativo ou cartão de crédito, é preciso ter algum meio de controlar os gastos.

3. Invista seguindo a inflação

No médio e no longo prazo, os preços tendem a subir. Por isso, não deixe o dinheiro parado na conta corrente ou em maus investimentos, que perdem para a inflação. Hoje em dia há títulos do Tesouro Direto que acompanham a alta de preços, além de CDBs.

4. Planeje-se ao longo do ano

Carros realmente geram gastos imprevisíveis quando batem ou quebram. Por outro lado, há despesas previstas como licenciamento, IPVA e manutenção. Para essas despesas já previstas é possível guardar um dinheiro ao longo do ano ou mesmo parte do 13º salário.

Assim, quando chegar o momento de realizá-las, a pessoa não será necessário recorrer ao crédito para pagar tudo.

Levando em conta todas as despesas, há quem diga que ter carro hoje em dia não compensa. Você é do time que não abre mão do conforto ou prefere pegar o dinheiro de um carro para fazer algo diferente? Comente abaixo ou nas nossas redes sociais (Instagram e YouTube).