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Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Prefixado, pós-fixado ou IPCA: como funciona cada tipo de renda fixa?

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Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone é economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

21/04/2022 04h00

Muitas pessoas caem de paraquedas no mundo dos investimentos tamanha a quantidade de opções de aplicação. Na renda fixa, há três tipos: investimentos prefixados, pós-fixados e de inflação. A coluna de hoje explica cada um deles.

Antes de tudo, um recado: fique tranquilo se você se sente perdido. É normal se sentir confuso com um monte de termos que especialistas usam por aí. O próprio Econoweek surgiu de um termo do mercado (dovish), que não convém explicar na coluna.

O importante é buscar conhecimento para ir aprendendo aos poucos. Então, vamos entender.

O que é prefixado?

Pelo nome, você já deve até imaginar como funciona. O juro é fixo, o que significa que não muda conforme os ventos da economia.

É bem fácil de entender quando se associa ao telefone prefixado em que você deposita um valor fixo, por exemplo, R$ 30 por mês. É isso que tem para usar. Em outras palavras, você sabe exatamente quanto vai gastar.

Nos investimentos de renda fixa prefixada é a mesma coisa, mas em vez de gasto pense que a rentabilidade é fixa, ou seja, você sabe exatamente quanto vai ganhar.

Ter um investimento com juro fixo pode ser bom ou ruim. Mas antes de explicá-lo, vamos entender o investimento pós-fixado.

O que é pós-fixado?

Se na renda fixa prefixada o juro não muda, na pós-fixada é ao contrário. Lembra-se do seu celular pós? A lógica é parecida. Você liga, usa internet e só no fim do mês sabe quanto deu a conta.

Na renda fixa pós-fixada você aplica e só no vencimento, ou seja, no final, quando for receber o dinheiro de volta, sabe quanto ganhou.

Claro que o retorno segue uma lógica. Cada investimento possui um indicador de referência que irá guiá-lo. Os mais comuns são investimentos que seguem as taxas Selic ou CDI.

Em um investimento que acompanha a Selic, se a taxa subir, a rentabilidade acompanha e aumenta. Se ela cair, a rentabilidade diminui.

O que é renda fixa de inflação?

Há ainda um terceiro tipo de renda fixa: a híbrida. Nela, o retorno é formado por um juro fixo mais inflação. Em geral, estamos falando do IPCA, que é a inflação oficial do Brasil.

Em números, a rentabilidade pode ser, por exemplo, de 5% ao ano mais IPCA. Se o IPCA for de 2% neste ano, a rentabilidade vai ser de 5% mais 2% ao ano. Se no ano que vem a inflação explodir e for para 10%, a rentabilidade vai ser o mesmo juro fixo combinado de 5% mais esses 10% do IPCA.

Qual é a melhor renda fixa?

Não existe uma resposta simples, mas vamos lá. Se você acha que os juros vão cair, talvez seja melhor optar por uma renda fixa prefixada. Você já trava a rentabilidade em um juro que está interessante hoje em dia.

Se acredita que o juro vai subir, pode ir para um pós-fixado. Se o juro subir, seu investimento vai pagar cada vez mais.

Há ainda a possibilidade de você achar que a inflação vai subir mais porque vamos combinar: no Brasil tudo só fica mais caro. Nesse caso, você pode ir para uma renda fixa de IPCA para se proteger dessa alta de preços.

No vídeo acima, fizemos uma simulação de uma aplicação de R$ 200 por mês.

Renda fixa x Renda variável

Além da renda fixa, há boas oportunidades de investimento na renda variável. Ações e fundos imobiliários estão entre elas.

No vídeo abaixo contamos qual é a diferença entre esses dois tipos de aplicação.