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Em dia de montanha russa, dólar fecha com leve alta a R$ 2,131

Do UOL, em São Paulo

05/06/2013 17h28

Em um dia atípico e tumultuado no mercado de câmbio, a cotação do dólar comercial chegou a atingir picos de 2% de queda e 1% de alta nesta quarta-feira (5). A moeda norte-americana acabou fechando com leve alta de 0,1%, a R$ 2,131 na venda, apesar dos esforços do Banco Central para conter a valorização do dólar.

Na véspera, o governo anunciou que reduziu a zero a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para investidores estrangeiros em aplicações de renda fixa. A medida foi vista como um incentivo à entrada de dólares no país, o que pode reduzir o preço da cotação.

Já na manhã desta quarta o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou em entrevista que a medida não tinha sido tomada para controlar a alta recente do dólar, e a moeda norte-americana, que até então operava em queda, passou a subir.

A presidente Dilma Rousseff também chegou a afirmar que o governo não tem medidas para controlar o dólar, e que o país adota um regime de câmbio flexível. 

Para conter a oscilação, o Banco Central realizou um leilão equivalente à venda de dólares no futuro. A intervenção provocou queda na cotação, mas o movimento durou pouco. Em seguida, a moeda voltou a subir.

Medida pode funcionar no curto prazo, dizem analistas 

Ao mesmo tempo em que analistas dizem acreditar que a redução do IOF pode desacelerar a alta do dólar no curto prazo, eles ressaltam que o cenário internacional e fundamentos ruins da economia brasileira devem continuar pesando sobre o câmbio no decorrer do ano.

"Embora no curto prazo a medida possa resultar num aumento dos fluxos de entrada, a ausência do IOF provavelmente levará a uma volatilidade maior", informou o banco HSBC em relatório. "Investidores estrangeiros provavelmente ficarão mais dispostos a entrar no Brasil, mas também mais inclinados a tirar investimentos em tempos de aversão ao risco".

O Barclays ressaltou ainda que a mudança no IOF pode levar a alguns fluxos de saída, uma vez que certos investidores não estariam tirando seu capital do país até então por causa da taxação de 6%.

(Com Reuters)

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