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Dólar sobe 0,7% e volta a fechar acima de R$ 4, com preocupação no exterior

Do UOL, em São Paulo

dólar comercial fechou esta quarta-feira (6) em alta de 0,7%, cotado a R$ 4,021 na venda.

Na véspera, a moeda norte-americana havia caído 1,01% e fechado abaixo de R$ 4. 

Contexto internacional

Os investidores continuavam preocupados com a desaceleração na China, após mais dados fracos sobre a economia do país.

A atividade do setor de serviços da China cresceu no ritmo mais lento em 17 meses em dezembro, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).

O banco central chinês fixou sua taxa de câmbio diária no menor patamar em mais de 4 anos e meio. Isso alimentou temores de que a economia pode estar ainda mais fraca do que o esperado.

Ainda no cenário externo, a Coreia do Norte disse que testou com sucesso uma bomba de hidrogênio, reivindicando um avanço significativo em suas capacidades de ataque e acionando um sinal de alerta no Japão e na Coreia do Sul.

"O evento com a Coreia do Norte aumenta o desafio da política externa dos EUA e testa a capacidade da China de controlar seu aliado mais instável", escreveu João Paulo de Gracia Correa, superintendente regional de câmbio da corretora SLW, em nota a clientes.

Cenário nacional

No Brasil, investidores aguardavam novas sinalizações do governo sobre sua estratégia para enfrentar a crise econômica.

A troca de Joaquim Levy por Nelson Barbosa no Ministério da Fazenda gerou preocupações com a possibilidade de o governo não ser tão rígido com o ajuste das contas públicas.

BC 'perdeu' R$ 86 bi em 2015 para conter o dólar

As perdas do Banco Central (BC) com operações equivalentes à venda de dólares no mercado futuro, os swaps cambiais, chegaram a R$ 89,657 bilhões em 2015, de acordo com dados divulgados mais cedo. Trata-se da maior perda anual na série histórica, que tem início em 2003.

O objetivo do BC era segurar a cotação da moeda norte-americana e oferecer proteção cambial para as empresas em momentos de forte oscilação da moeda.

O programa durou até março de 2015, quando o BC parou de ofertar novos lotes. Desde então, a autoridade monetária passou apenas a rolar os vencimentos.

Atuações do BC no dia

Nesta manhã, o BC fez mais um leilão de rolagem dos swaps cambiais que vencem em 1º de fevereiro, vendendo a oferta total de até 11,6 mil contratos.

Até o momento, o BC já rolou o equivalente a US$ 1,695 bilhão, ou cerca de 16% do lote total, que corresponde a US$ 10,431 bilhões.

Os leilões de rolagem servem para adiar os vencimentos de contratos que foram vendidos no passado.

(Com Reuters)

 

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