Dólar fecha em alta de 0,32%, a R$ 3,278, após duas quedas seguidas

Do UOL, em São Paulo

dólar comercial fechou esta segunda-feira (19) em alta de 0,32%, a R$ 3,278 na venda, após duas quedas seguidas.

Na última sexta-feira (16), o dólar havia caído 1,02%. No mês, a moeda acumula alta de 1,52% e, no ano, desvalorização de 16,96%.

A sessão de hoje foi influenciada pelo cenário político no Brasil, pela divulgação do índice de atividade do país e pela expectativa em relação à reunião sobre os juros nos EUA.

Cenário brasileiro 

No Brasil, o mercado se mostrava mais cauteloso com o cenário político, diante de novas denúncias que podem afetar a capacidade do governo do presidente Michel Temer de conseguir aprovar importantes medidas econômicas no Congresso.

Na véspera, foi noticiado que o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) acusou o secretário do Programa de Parcerias de Investimentos, Moreira Franco, de estar por trás de irregularidades na operação para financiar obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. Franco não comentou as acusações, sob a alegação de que "não merecem resposta".

A divulgação de um índice de atividade do Brasil mais fraco do que o esperado também abalou um pouco a confiança dos investidores.

O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma "prévia" do PIB (Produto Interno Bruto) caiu 0,09% em julho, na comparação com o mês anterior. O dado de atividade mais fraco pode levar o BC a reduzir a taxa básica de juros do país antes do esperado, para tentar reaquecer a economia.

"A queda do IBC-Br mexeu com o mercado. Qualquer notícia que não seja esperada faz a moeda (dólar) subir, procurar segurança", disse à agência Reuters o analista de câmbio da Gradual Investimentos, Marcos Jamelli.  

Atuação do BC

O Banco Central atuou no mercado de câmbio nesta segunda-feira. Como nas últimas sessões, o BC ofertou 5.000 contratos de swap cambial reverso (equivalentes à compra futura de dólares). Todos foram vendidos.

Cenário externo

Os investidores estavam ainda sob a expectativa da reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano, na quarta-feira (21), com perspectivas de que a taxa de juros da maior economia do mundo não será elevada.

Juros mais altos nos EUA poderiam atrair para lá recursos atualmente investidos em outros países onde os rendimentos são maiores, como é o caso do Brasil. Isso tiraria dólares daqui.

(Com Reuters)

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