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Dólar tem 2ª queda e fecha a R$ 3,222, influenciado pela alta do petróleo

Do UOL, em São Paulo

Após operar em alta durante quase toda a sessão, o dólar comercial inverteu o movimento no final da tarde e fechou esta quarta-feira (28) com queda de 0,28%, a R$ 3,222 na venda. É a segunda queda seguida. 

Com isso, a moeda norte-americana acumula perdas de 0,78% na semana. No mês, tem desvalorização de 0,23% e, no ano, queda de 18,39%. 

Na véspera, o dólar havia caído 0,5%.

Preço do petróleo dispara

O dólar passou a cair depois que os preços do petróleo dispararam. Fontes da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) disseram nesta quarta-feira à agência Reuters que a organização chegou a um acordo para limitar a produção.

"O salto do petróleo criou ambiente para o dólar perder força e a fala do Evans (presidente do Fed de Chicago, Charles Evans) de que o ambiente de juros baixos nos Estados Unidos deve ser mantido por algum tempo acabou ajudando", disse um operador de uma corretora nacional à Reuters.

Evans disse que as taxas de juros devem seguir baixas por algum tempo nos EUA e que o aumento não deve acontecer tão rápido. Juros mais altos nos EUA poderiam atrair para lá recursos atualmente investidos em outros países onde o rendimento é maior, como é o caso do Brasil. 

Mas quem de fato conduziu o mercado na maior parte da sessão foi a presidente do banco central norte-americano, Janet Yellen. Ela reforçou a percepção de que a economia dos Estados Unidos está mais forte, ao dizer que a expectativa é que a taxa de desemprego caia mais. 

Europa

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, também falou nesta quarta-feira, mas não adicionou nada que pudesse influenciar as cotações.

Segundo ele, as taxas de juros baixas do BCE são necessárias para reanimar o crescimento e os governos precisam fazer a sua parte se querem que os juros subam para níveis normais.

Cenário brasileiro

No Brasil, o mercado foi influenciado pela sinalização do governo de que votará a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita o crescimento dos gastos públicos até 11 de outubro em primeiro turno na Câmara.

Atuação do BC

O Banco Central brasileiro atuou no mercado de câmbio nesta quarta-feira. Como nas últimas sessões, o BC ofertou 5.000 contratos de swap cambial reverso (equivalentes à compra futura de dólares). Todos foram vendidos.

(Com Reuters)

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