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Dólar fecha a R$ 3,553, maior valor em quase 2 anos; Bolsa emenda 5ª queda

Do UOL, em São Paulo

Após duas quedas seguidas, o dólar comercial fechou esta segunda-feira (7) em alta de 0,82%, cotado a R$ 3,553 na venda. É o maior valor de fechamento em quase dois anos, desde junho de 2016 (R$ 3,588). 

Na sexta, a moeda norte-americana caiu 0,18%, mas encerrou a semana com alta de 1,79%. Entre fevereiro e abril, a moeda acumulou valorização de 10% sobre o real, sendo que só no mês passado saltou 6,16%.

Com a forte oscilação, analistas recomendam que quem tem viagem marcada para o exterior compre a moeda aos poucos.

Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, caiu 0,49%, a 82.714,42 pontos, na quinta desvalorização consecutiva. É o menor nível em quase três meses, desde 9 de fevereiro.

Na sexta, a Bolsa havia perdido 0,2%, acumulando queda de 3,85% na semana. 

Eletrobras despenca quase 10%

Entre os destaques da Bolsa, as ações da Eletrobras tiveram queda de 8,07%, a R$ 21,29, com incertezas quanto ao processo de privatização da empresa. No final de semana foi divulgado que o presidente da estatal, Wilson Ferreira Júnior, pediu ao governo aumento do próprio salário.

Os papéis da Sabesp perderam 4,19%, após troca no comando da empresa. Karla Bertocco Trindade vai assumir o cargo de diretora-presidente da empresa paulista de saneamento, substituindo Jerson Kelman. 

A mineradora Vale também caiu (-0,93%). Por outro lado, as ações da Petrobras fecharam em alta de 3,56%. Essas empresas têm grande peso sobre o Ibovespa.

Juros nos EUA

O dólar foi afetado pelas expectativas do mercado em relação aos juros nos Estados Unidos. Investidores temem que o Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) suba as taxas mais que o esperado na próxima reunião, em junho. 

Juros maiores nos EUA poderiam atrair para lá recursos aplicados hoje em mercados considerados de maior risco, como o brasileiro. Na semana passada, o Fed manteve os juros entre 1,5% e 1,75%. 

No cenário local, o Banco Central seguiu com a atuação mais firme no mercado de câmbio para tentar conter a alta do dólar. A entidade vendeu pelo terceiro dia a oferta total de 8.900 contratos em swaps cambiais tradicionais (equivalentes à venda futura de dólares).

Internamente, o mercado também segue de olho no cenário político, com as negociações dos partidos para alianças para as eleições presidenciais de outubro.

(Com Reuters)

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