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Dólar emenda 2ª queda e fecha a R$ 4,026, menor valor em mais de um mês

Do UOL, em São Paulo

26/09/2018 17h09Atualizada em 26/09/2018 17h21

O dólar comercial emendou a segunda queda seguida e fechou esta quarta-feira (26) em baixa de 1,39%, a R$ 4,026 na venda. É o menor valor desde 20 de agosto, quando o dólar fechou valendo R$ 3,958. Foi a maior perda percentual diária desde 31 de agosto, quando o dólar caiu 1,78%. 

Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou quase estável, com leve alta de 0,03%. 

Na véspera, a moeda caiu 0,12%, a R$ 4,083 na venda, e a Bolsa subiu 0,83%. 

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior.

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Pesquisas eleitorais

O mercado continua sendo afetado pelos desdobramentos da campanha eleitoral para a Presidência, com os investidores atentos à divulgação de pesquisas de intenção de voto. 

Pesquisa Ibope encomendada pela CNI e divulgada nesta quarta mostrou que o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) continua liderando a disputa ao Palácio do Planalto, com 27% das intenções de voto. Em seguida, aparecem Fernando Haddad (PT), com 21%, e Ciro Gomes (PDT), com 12%.

Na comparação com a pesquisa Ibope anterior, Bolsonaro oscilou negativamente, pois tinha 28% das intenções de voto. Haddad também oscilou negativamente, já que tinha 22% das intenções.

No segundo turno, Bolsonaro perderia para todos os principais candidatos, exceto para Marina Silva (Rede). 

Investidores acreditam que candidatos de esquerda sejam menos comprometidos com o ajuste das contas públicas. Sua primeira opção seria o tucano Geraldo Alckmin, mas, como ele não tem conseguido avançar nas pesquisas, o mercado vem aceitando Bolsonaro como alternativa a candidatos com perfil mais à esquerda, como Haddad. 

Resultados de pesquisas, notícias sobre candidatos e boatos deixam o mercado financeiro agitado, favorecendo a especulação na Bolsa de Valores e no câmbio.

Juros nos EUA

No cenário externo, o Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) decidiu subir a taxa de juros nesta quarta-feira, para um intervalo de 2% a 2,25%. O aumento já era esperado por investidores. 

O Fed ainda prevê outro aumento de juros em dezembro, mais três no ano que vem, e um em 2020.

Atuação do BC

O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. O BC já rolou até esta quarta-feira US$ 9,265 bilhões em swaps cambiais do total de US$ 9,801 bilhões que vencem em outubro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

(Com Reuters)

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