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Dólar tem 3ª queda e fecha abaixo de R$ 4; Petrobras salta 6% e puxa Bolsa

Do UOL, em São Paulo

27/09/2018 17h09Atualizada em 27/09/2018 17h37

O dólar comercial fechou em queda de 0,79% nesta quinta-feira (27), a R$ 3,994 na venda, no terceiro recuo seguido. É o menor valor de fechamento desde 20 de agosto, quando a moeda fechou valendo R$ 3,958, e a primeira vez que o dólar fica abaixo do patamar de R$ 4 desde então.

Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta de 1,71%, a 80.000,09 pontos, maior nível desde 7 de agosto (80.346,52 pontos). É a maior alta percentual diária em mais de uma semana, desde 18 de setembro (+1,99%). O índice foi impulsionado pela Petrobras. 

Na véspera, a moeda norte-americana havia caído a R$ 4,026 na venda, e a Bolsa havia ficado quase estável, com leve alta de 0,03%. 

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior.

Leia também:

Petrobras dispara mais de 6%

A Bolsa foi puxada pelas ações da Petrobras, que subiram 6,29% após a petroleira fechar um acordo equivalente a R$ 3,6 bilhões para encerrar investigações nos Estados Unidos. O processo se refere a casos de corrupção investigados pela operação Lava Jato. 

O Itaú Unibanco também subiu (+2,75%). Assim como a Petrobras, o banco tem forte peso no índice. A maior alta do dia foi registrada pela companhia aérea Gol (+6,42%). 

Já a mineradora Vale (-0,88%) e a fabricante de bebidas Ambev (-1,18%) fecharam em queda. 

Pesquisas eleitorais

O mercado continua sendo afetado pelos desdobramentos da campanha eleitoral para a Presidência da República.

Na quarta-feira (26), pesquisa Ibope encomendada pela CNI mostrou que deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) continua liderando a disputa ao Palácio do Planalto, com 27% das intenções de voto. Em seguida, aparecem Fernando Haddad (PT), com 21%, e Ciro Gomes (PDT), com 12%.

Resultados de pesquisas, notícias sobre candidatos e boatos deixam o mercado financeiro agitado, favorecendo a especulação na Bolsa de Valores e no câmbio.

A queda do dólar na sessão também foi influenciada pelo exterior. O dólar recuou em relação às moedas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano.

PIB dos Estados Unidos

No cenário externo, o crescimento econômico dos EUA acelerou no segundo trimestre no ritmo mais rápido em quase quatro anos. O PIB (Produto Interno Bruto) cresceu a uma taxa anualizada de 4,2%, disse o Departamento de Comércio nesta quinta-feira (27). Esse foi o ritmo mais rápido desde o terceiro trimestre de 2014. 

Atuação do BC

O Banco Central realizou nesta sessão leilão de até 10,72 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de outubro, no total de US$ 9,801 bilhões. Assim, o BC rolou integralmente o vencimento de outubro. Em novembro, segundo dados do BC, vencem US$ 8,027 bilhões em swap cambial.

(Com Reuters)