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Bolsa salta 2,8% e fecha 2018 com alta de 15%, no 3º ano seguido de ganhos

Do UOL, em São Paulo

28/12/2018 18h36

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta de 2,84% nesta sexta-feira (28), a 87.887,26 pontos, puxado pelo avanço das ações da Petrobras e dos bancos Itaú e Bradesco. O volume de negócios foi elevado para esta época de festas de fim de ano, totalizando R$ 11,3 bilhões.

Na quinta-feira (27), a Bolsa havia ganhado 0,38%.

Valorização de 15% em 2018

Com a alta desta sexta, na última sessão do ano, a Bolsa encerra 2018 com valorização de 15,03%, registrando o terceiro ano consecutivo de alta. Em 2017, o principal índice da Bolsa brasileira subiu 26,86% e, em 2016, ganhou 38,93%. Em 2015, a Bolsa perdeu 13,31%.

Na semana, o índice subiu 2,56%, interrompendo uma sequência de três semanas de baixa. Em dezembro, a Bolsa perdeu 1,81%, após três meses seguidos de ganhos.

Petrobras e bancos puxaram ganhos no dia

O mercado acompanhou nesta sessão as movimentações do futuro governo de Jair Bolsonaro, que toma posse na terça-feira (1º). Bolsonaro disse que vai passar um pente-fino nas decisões tomadas nos últimos 60 dias da gestão Michel Temer e que a nova equipe econômica trabalha para reduzir o déficit primário no próximo ano.

As ações da Petrobras figuraram entre os destaques do dia, com alta de quase 5%, ao lado das ações dos bancos ItaúBradesco e Banco do Brasil e da mineradora Vale.

Bolsa subiu 66,57% no governo Temer

O Ibovespa acumulou alta de 66,57% no governo do presidente Michel Temer, iniciado em 12 de maio de 2018, com a aprovação da abertura do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Com isso, a Bolsa foi o melhor investimento do período.

O índice superou com folga as aplicações de renda fixa atreladas ao CDI (27,22%), a poupança (17,46%) e o dólar (12,48%) ao longo de pouco mais de dois anos e meio de mandato.

A alta refletiu principalmente os sinais de recuperação da economia e a expectativa de aprovação das reformas estruturais, como a da Previdência.

"A Bolsa sempre busca antecipar os movimentos da economia. Depois de dois anos de encolhimento do PIB [Produto Interno Bruto], em 2015 e 2016, o mercado apostou na recuperação da economia, ainda que lenta, e no avanço das reformas", disse o analista Pedro Galdi, da corretora Mirae.

"O otimismo permaneceu no fim de 2018, com a eleição de Jair Bolsonaro, que deve se empenhar nas reformas e promover um governo liberal, o que favorecerá os resultados das empresas", afirmou Galdi.

"Joesley Day"

A valorização do Ibovespa ao longo do governo Temer não foi constante. Houve períodos de forte baixa, como em maio deste ano, quando a Bolsa acumulou perda de 10,87% no mês por causa da greve dos caminhoneiros contra o aumento no preço do diesel.

O pior momento do mercado no governo Temer ocorreu em 18 de maio de 2017, data que ficou conhecida no mercado financeiro como "Joesley Day". O Ibovespa caiu 8,8% nesse dia, registrando o maior tombo em uma única sessão desde 22 de outubro de 2008, auge da crise financeira mundial, quando perdeu 10,18%.

Na noite anterior, o áudio da gravação de uma conversa privada entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista, um dos donos do frigorífico JBS, vazou para a imprensa. A gravação fazia parte do processo de delação premiada do empresário dentro da operação Lava Jato.

Joesley alegou à Procuradoria-Geral da República que Temer sabia que o empresário pagava uma mesada para o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o operador Lúcio Funaro, ambos presos na Lava Jato, se manterem calados.

Otimismo em relação a 2019

Analistas estão otimistas em relação às perpectivas para o desempenho da Bolsa em 2019, diante da expectativa de retomada do crescimento econômico, da realização de reformas estruturais, como a da Previdência, e da manutenção do cenário de juros baixos, o que torna os investimentos em renda fixa menos atraentes do que a renda variável.

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