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Ações da Petrobras chegam a cair quase 30% após preço do petróleo desabar

Marcelo D. Sants/Framephoto/Estadão Conteúdo
Imagem: Marcelo D. Sants/Framephoto/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo*

09/03/2020 11h09Atualizada em 11/03/2020 14h30

As ações da Petrobras chegaram a desabar quase 30% nesta segunda-feira (9), após uma disputa entre Rússia e Arábia Saudita derrubar os preços do petróleo. É a maior queda já registrada. Por volta das 15h, as ações ordinárias, com direito a voto em assembleia, perdiam 28,18%, a R$ 17,28. As preferenciais, com prioridade na distribuição de dividendos, perdiam 28,6%, a R$ 17,28.

No momento de maior queda das ações, a Petrobras registrava perda de valor de mercado de R$ 81 bilhões, segundo a agência de notícias Reuters.

A forte queda na cotação do petróleo ocorreu após a Arábia Saudita ter sinalizado que elevará a produção para ganhar participação no mercado. Os sauditas cortaram seus preços oficiais de venda.

As negociações na Bolsa chegaram a ficar suspensas por 30 minutos durante a manhã, quando a Bolsa registrou queda de 10% e acionou o mecanismo de "circuit breaker".

Bancos cortam projeções

Analistas do Bradesco BBI cortaram a recomendação para os papéis da Petrobras para 'neutra', reduzindo o preço-alvo das preferenciais de R$ 38 para R$ 23,50, para incorporar "um cenário de preço do petróleo mais pessimista em nosso modelo após a enorme decepção com a última reunião da Opep e as repercussões anunciadas pela Arábia Saudita".

O Goldman Sachs cortou sua previsão para os preços do petróleo Brent para o segundo e terceiro trimestres de 2020, para US$ 30 o barril, "com possíveis quedas de preços para níveis de estresse operacional e custos de caixa bem próximos de US$ 20 o barril", conforme relatório a clientes ainda no domingo.

Analistas do BTG Pactual ponderaram que é difícil projetar qualquer cenário neste momento, acrescentando que seu panorama base consiste em preço do Brent em US$ 57,50 e dólar a R$ 4,25, o que indicaria papel negociando abaixo de 5 vezes Ebitda, conforme nota a clientes.

"Mas sabemos que claramente existe risco de 'downside' nesse cenário (o que pode disparar revisões de previsões de lucros para baixo). Considerando o Brent no preço atual de US$ 36, a ação estaria negociando a 9,2 vezes o Ebitda 2020."

*Com Reuters

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