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Dólar fecha a R$ 5,743, maior valor em 9 meses; Bolsa cai 2,03%

Dólar, fechamento, bolsa, ibovespa, cotação - Yuriko Nakao/Reuters
Dólar, fechamento, bolsa, ibovespa, cotação Imagem: Yuriko Nakao/Reuters

Do UOL, em São Paulo

20/12/2021 17h25

O dólar comercial subiu 1,02% hoje e fechou cotado a R$ 5,743 — maior valor em nove meses, desde 30 de março (R$ 5,762).

Já o Ibovespa caiu 2,03% e terminou o dia aos 105.019,78 pontos. Essa foi a maior queda em quase um mês, desde 26 de novembro, quando o principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) despencou 3,39%.

Investidores de todo o mundo buscaram ativos considerados seguros em meio a temores de que a variante ômicron do coronavírus leve grandes economias a adotar medidas mais rígidas de combate à covid-19. Países da Europa anunciaram restrições ou disseram avaliar possíveis medidas para conter o avanço da variante no continente.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Aversão a risco

"Mercados globais estão abrindo a semana em tom de 'risk-off' (aversão a risco), com investidores de olho na piora do quadro sanitário global", disse em nota Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos. "Ativos de risco não deverão escapar do contágio pela piora de sentimento generalizada que caracteriza os mercados internacionais."

Após a Holanda decretar lockdown no domingo —possivelmente pressionando outras economias europeias a adotar medidas semelhantes para frear a disseminação da cepa ômicron—, as bolsas europeias e os futuros de Wall Street caíam com força nesta segunda-feira.

Além dos receios associados à pandemia, economistas do Bradesco chamaram a atenção para "liquidez reduzida (nos mercados internacionais) por conta das festividades de final de ano". Os negócios serão encurtados nesta semana pela véspera de Natal, que cai na sexta-feira.

Em relatório divulgado nesta segunda-feira, os especialistas do banco também disseram que o foco dos participantes do mercado cairá sobre indicadores econômicos tanto do Brasil —com divulgação na quinta-feira do IPCA-15 de dezembro— quanto dos Estados Unidos, que publica durante a semana leituras sobre o Produto Interno Bruto (PIB) e o índice de preços PCE.

À medida que este ano chega ao fim, participantes do mercado começavam a olhar ainda para os desafios do real para 2022, quando o dólar deve se beneficiar globalmente de altas de juros nos EUA. No âmbito local, as eleições presidenciais podem elevar as incertezas no mercado num período de crescimento econômico provavelmente fraco.

A pauta fiscal também segue no radar, em meio à percepção de que a credibilidade do Brasil foi abalada nos últimos meses pela pressão do governo por mais gastos, que levou, no fim das contas, a alteração na regra do teto de gastos por meio da PEC dos Precatórios, recém-promulgada.

*Com Reuters

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