Dólar cai a R$ 4,789; Bolsa emenda 3ª alta, após avanço de 1% no PIB
O dólar comercial caiu 0,33% e fechou cotado a R$ 4,789 nesta quinta-feira (2). Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), emendou a terceira alta seguida, de 0,93%, e encerrou o pregão aos 112.392,91 pontos. É o maior nível da Bolsa em mais de um mês, desde 20 de abril (114.343,78 pontos).
A divulgação de dados sobre a atividade econômica brasileira influenciou as sessões do dólar e da Bolsa hoje. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 1% no primeiro trimestre deste ano.
O resultado ficou abaixo da expectativa dos especialistas. De acordo com a Reuters, era esperado um avanço de 1,2% sobre os meses anteriores.
Além disso, o Ibovespa foi favorecido pelo relativo alívio no exterior diante da queda dos preços do petróleo.
O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.
Real se fortalece após resultado do PIB, diz especialista
O resultado do PIB ficou um pouco abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters, de avanço de 1,2% sobre os três meses anteriores, mas Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos, disse à Reuters que a economia brasileira se saiu bem melhor do que o esperado há apenas alguns meses.
Segundo ele, o dado divulgado pelo IBGE pode levar a várias revisões para cima nas estimativas para o PIB de 2022 de grandes instituições financeiras.
Cruz disse ser natural ver um fortalecimento da moeda brasileira após dados econômicos positivos, já que a resiliência da atividade tende a aumentar a confiança de investidores estrangeiros no país.
Além disso, sinais de crescimento devem permitir que o Banco Central deixe a taxa de juros elevada possivelmente por mais tempo, explicou o estrategista, o que teria impacto positivo sobre o mercado de câmbio loca —uma Selic alta torna o real mais atraente para investidores que buscam lucrar com diferenciais de juros amplos entre duas economias.
Os Estados Unidos estão atualmente num processo de elevação de juros mais agressivo que o inicialmente esperado pelos mercados, o que é, no geral, visto como fator de impulso para o dólar. Mas, pelo fato de o Brasil já estar bem avançado em seu ciclo de aperto monetário, o real tende a sofrer menos em relação a outras moedas de países emergentes nesse contexto, disse Cruz.
O economista-chefe do IIF (Instituto de Finanças Internacionais), Robin Brooks, ponderou que a marca de R$ 4,50 por dólar é justo —ou seja, condizente com os fundamentos macroeconômicos do país—, citando também os efeitos da disparada dos preços das commodities, que tendem a elevar o valor das exportações brasileiras e beneficiar a balança comercial doméstica.
*Com Reuters
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