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Ex-garçom que virou psicólogo e palestrante ensina a pensar como patrão

Márcia Rodrigues

Colaboração para o UOL, em São Paulo

  • Divulgação

    João Cordeiro foi garçom por 5 anos, e hoje é dono de uma consultoria de gestão

    João Cordeiro foi garçom por 5 anos, e hoje é dono de uma consultoria de gestão

Pensar como patrão faz diferença, segundo o consultor João Cordeiro, 58. Ele trabalhou por cinco anos como garçom. Hoje, formado em psicologia, é dono de uma consultoria de gestão que atende empresas multinacionais. Mas, segundo o coach que também faz palestras e escreve livros, é comum os empreendedores pensarem como funcionários. 

"Tem dono que não trata a empresa como sua. Ele coloca a empresa a seu serviço e não o contrário. Qual a dificuldade? É que eles precisam assumir muito mais responsabilidade, mas a maioria não quer isso e cria um mecanismo de autoproteção para protelar algumas decisões", diz Cordeiro. 

Desde quando cursava psicologia, tinha em mente montar o próprio negócio. Para pagar a faculdade, trabalhou como garçom. Logo que se formou, abriu uma consultoria. "Eu nunca me vi como funcionário. Tinha meus objetivos muito claros. Aceitei o trabalho de garçom até concluir a faculdade."

Cordeiro diz que com o pouco dinheiro que tinha comprou uma secretária eletrônica, imprimiu cartões de visita e montou sua consultoria no quarto da casa dos pais. O consultor lança neste mês o livro "Desculpability: elimine de vez as desculpas e entregue resultados excepcionais".

Veja cinco dicas dele para pensar como patrão:

1. Entenda que a bola está com você
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A partir do momento que montou o seu próprio negócio, segundo Cordeiro, o empreendedor precisa ter em mente que não terá com quem dividir as responsabilidades. "Se abrir uma pizzaria, por exemplo, e o fornecedor entregar algum material ruim, você terá de resolver o problema diretamente com ele. Caso contrário, correrá o risco de perder cliente, se a qualidade do produto diminuir."

2. Pare de culpar fatores externos
Getty Images

Para o consultor, não adianta reclamar da economia ou do governo ou procurar outros culpados se o negócio não vai bem. "É preciso tomar uma atitude, diferentemente de quando você estava empregado, quando era possível transferir a decisão para alguém."

3. Você é responsável pelos seus empregados
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Assim como não adianta culpar o governo pelo baixo desempenho do negócio, segundo Cordeiro, também não vale responsabilizar um funcionário quando algo dá errado. "Você o contratou e é o grande responsável por treiná-lo para fazer a coisa certa."

4. Soluções não caem do céu
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Cordeiro afirma que o empreendedor não pode esperar que um milagre resolva seus problemas ou que a resposta venha dos livros ou de alguma escola de empreendedorismo. "Claro que o empreendedor deve estudar sempre, mas a iniciativa tem de partir dele. Ele tem de agir assim que o negócio demandar uma decisão."

5. Não adie necessidades
Thinkstock

Muitas necessidades da companhia não podem ser adiadas, segundo Cordeiro, e é preciso agir mesmo que isso signifique tomar medidas drásticas. "Atendi uma empresa que precisou demitir funcionários quando perdeu um grande cliente. Após o corte, cresceu 11%. Quando perguntei por que não se fez isso antes, disseram que a decisão vinha sendo adiada há muito tempo porque ninguém tomava a iniciativa."

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